O segundo réu a prestar depoimento no julgamento do Caso PC, nesta quinta-feira (09), foi José Geraldo da Silva. O ex-segurança de Paulo César Farias contou que chegou a ser preso pela morte do patrão e de Suzana Marcolino.
Perguntado pelo juiz Maurício Brêda se ele sabia o que aconteceu no quarto onde os corpos de PC e Suzana, José Geraldo disse não ter dúvidas de que ocorreu um assassinato seguido de suicídio. “Tenho certeza de que a dona Suzana matou o doutor Paulo César”, afirmou ele.
O magistrado indagou o PM em que ele se baseia para ter tanta certeza desta versão. “Não entrou ninguém na casa após a saída dos convidados. E tenho como base a minha consciência e a primeira perícia”, relatou.
O militar disse também que, na noite que antecedeu o crime, presenciou uma briga entre PC e Suzana. Ele disse que a última vez que falou com PC foi por volta das 04 horas do dia 23 de junho. “Não vi nem ouvi nada de estranho”, frisou Geraldo confirmando ainda que “ouviu dizer” que Paulo César tinha a intenção de terminar o namoro.
Sobre a cena do crime, José Geraldo disse que não tocou na arma de fogo e que só a viu por foto. Ele garantiu não saber que Suzana era dona de um revólver.
José Geraldo afirmou que ainda trabalha para a família Farias, acompanhando os filhos de PC, Ingrid e Paulo César.
O terceiro réu
O Policial militar Josimar Faustino dos Santos foi o terceiro réu ouvido pelo juiz Maurício Breda e negou sua participação nas mortes de PC Farias e Suzana Marcolino. Faustino, também conhecido como Dudu, disse que não trabalhava como segurança de PC e sim dos seus filhos, mas que no dia em que os corpos foram encontrados havia trocado de serviço com outro segurança.
Faustino garantiu não desconfiou porque naquele dia pediram para ele trocar de serviço. Ele disse que a mudança foi feita pelo ex-assessor de PC, Flávio Almeida. Ao ser questionado sobre a rotina daquele dia, o réu contou que quando chegou para render os outros seguranças eles informaram que o “doutor PC” pediu para ser acordado às 11h.
A mesma versão foi contada pelos outros réus. Segundo ele, o grupo que estava na residência preferiu arrombar a janela, para não arrombar duas portas que impediam a entrada até o quarto. “Não nenhum participação no crime. Se arrombar uma janela é cometer um crime, então eu cometi um grande crime”, afirmou Faustino.
