O policial militar Reinaldo Correia foi o último acusado a prestar depoimento no julgamento do Caso PC Farias nesta quinta-feira (09). Reinaldo foi o segurança que arrombou a janela do quarto e encontrou os corpos de Suzana Marcolino e Paulo César Farias.
Reinaldo contou ao juiz Maurício Brêda os detalhes do que aconteceu no dia 23 de junho, desde às 08h30, quando chegou à casa de Guaxuma, até o momento em que se deparou com o patrão e a namorada dele mortos.
“Cheguei para trabalhar e recebi o serviço dos outros seguranças que estavam de plantão na noite anterior. Fui informado de que teria que acordar o doutor Paulo César às 11 horas. Mais cedo então, fui com o Genival (garçom) buscar o café da manhã na mansão na Mangabeiras. Quando voltamos, Genival me chamou avisando que não estava conseguindo abrir a porta. Depois, a Marise (empregada da casa) encontrou um projétil na sala e ficou muito nervosa”, relatou o militar.
Geraldo, com a ajuda do jardineiro Leonino, então arrombou a janela do quarto. “Vi dona Suzana toda ensanguentada e o doutor Paulo César parecia que estava dormindo. Entrei e fui tomar a pulsação dele quando percebi que ele estava frio e duro, aí vi que ele estava morto. Pensei que ele havia sido envenenado”, disse.
Depois, Reinaldo lembra que tentou ligar para o secretário de PC e para o motorista e somente após telefonou para Augusto Farias pedindo que ele fosse com urgência para a casa de praia. “A bomba estava nas nossas mãos. Uns 25 minutos depois, o deputado chegou ao local e perguntou o que aconteceu, eu disse que cheguei para trabalhar e depois me deparei com a cena”, observou.
O militar disse também que a cena do crime não foi modificada e que tomou cuidado para que nada fosse retirado do local. “Pela minha experiência como militar, sei da importância disso e avisei a todos que estavam na casa que não fizessem isso”.
Traição
Indagado pelo juiz Maurício Brêda se ele tinha conhecimento que Suzana tinha um caso com Flávio Almeida (secretário de PC), Reinaldo afirmou que “ouviu dizer” que sim. Ele contou que, cerca de um mês antes da morte de PC, o patrão pediu que ele procurasse, em uma tarde, Suzana em três lugares diferentes.
“Fui na boutique dela, na academia e nada dela, mas ela não estava. Então voltei e disse ao doutor Paulo que não encontrei”, disse.
Reinaldo, assim como os outros acusados, alegou inocência e garantiu não ter recebido dinheiro ou pressão para participar do assassinato de PC e Suzana.
