O segundo depoimento do dia foi o do ex vigilante da casa de PC Farias, Manoel Alfredo da Silva. Visivelmente nervoso, ele iniciou seu depoimento afirmando que “ninguém disse nada a ele, que não viu ninguém entrando ou saindo da residência durante a madrugada".

Em quase todas as perguntas realizadas pelo juiz Maurício Brêda e pelo promotor Marcos Mousinho, o ex-vigilante afirmou que não tinha  conhecimento do fato ou que não se recordava. O juiz chegou a questioná-lo se ele havia sido orientado para dar certas respostas em seu depoimento, mas ele negou.

Manoel afirmou que não teria como escutar tiros, pelo fato de na mesma noite do crime, estar acontecendo uma festa junina em uma residência ao lado. “Tinha uma festa de São João na casa ao lado e soltaram muitos fogos durante a noite toda e também pela madrugada. Não tinha como eu ouvir um tiro vindo da casa", contou.

Sobre a Cláudia Dantas, suposta namorada de PC Farias, Manoel disse hoje que não se lembrava de ter a conhecido. Em um depoimento dado em 1997, ele afirmou que chegou a ver várias mulheres na residência, inclusive Cláudia.

Apesar do aparente nervosismo, Manoel confirmou os horários de chegada dos irmãos Augusto e Cláudio Farias e de Suzana Marcolino para o jantar na noite do crime. “Não fui orientado por ninguém. Me lembro que sempre via doutor Augusto na casa para jantar com o irmão", contou.

Apesar de ficar diariamente na portaria da casa, Manoel disse  que seu contato com o restante da família  era muito pouco.