A briga comprada pela direção do PSOL alagoano com o vereador eleito, Guilherme Soares, prejudica muito mais o partido do que mesmo a denúncia, até aqui sem provas, de que Soares se elegeu comprando votos.

A reeleição da vereadora Heloísa Helena, a mais votada, com praticamente o dobro da votação do segundo colocado, e cerca de mais 9 mil votos dados às candidaturas proporcionais, além de 20 mil maceioenses que apostaram na candidatura majoritária de Alexandre Fleming, mostraram que o partido está vivo e com fôlego eleitoral.

A propósito, a candidatura de Fleming, construída com competência nas redes sociais e com muita criatividade no guia eleitoral, aproveitando pouco mais de 1 minuto que lhe competia pela lei eleitoral, deu ao PSOL uma nova cara ideológica, sem perder o foco na ética pública e nos compromissos do partido com o socialismo, com posições pessoais que ele levou para a sua legenda de forma eficiente.

Não há dúvidas para ninguém de Alagoas e do Brasil, de que é Heloísa Helena quem motiva e quem sacode o PSOL, esteja ela ou não envolvida diretamente com as questões internas dos diretórios locais e nacional, mas ninguém pode negar que a aparição de Fleming na eleição deste ano provou que o partido começa a angariar gente nova e de novas ideias, com densidade para conduzir os projetos da legenda.

Porém, a confusão criada pelo próprio partido com o vereador eleito Guilherme Soares, soou como um balde de água fria no novo contexto do partido, enfraquecendo a vitória ideologica desta eleição e deixando visível um possível despreparo de suas lideranças.

Convenhamos, se o PSOL preza tanto a moralidade a ponto de afastar e tentar desacreditar um de seus eleitos por suposição de crime eleitoral, baseado em testemunhos que não se concretizaram (até agora), como se explicar a filiação dessa pessoa em seus quadros e a aprovação de sua candidatura, sem uma “investigação ” de sua trajetória de vida, que, ao que tudo indica, é regra psolista? Como as lideranças de um partido que tem Heloísa Helena como carro-chefe, podem afastar, acusar e não apresentar as devidas provas que merecem o fato?

Uma coisa é suspeitar, investigar internamente; outra é colocar alguém à execração pública sem provas.

Pior, mais grave ainda, como jogar fora a nova história que o partido começara a desenhar a partir da eleição deste ano?

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