O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) deve julgar, hoje, uma ação que tem como objetivo aumentar o número de vagas na Câmara de Maceió.
Conforme adiantou o Cadaminuto em primeira mão, vários suplentes de vereadores derrotados nas urnas no último dia 07 se reuniram, no mínimo duas vezes para “traças estratégias” para a defesa desta tese.
Durante boa parte de 2012, a polêmica tomou conta dos bastidores da Casa de Mário Guimarães e estampou os jornais de Maceió, porém, os vereadores não chegaram a um entendimento em conjunto.
Quem seriam os “novos vereadores” e a composição da Câmara
Na coligação de Davi Davino (PP), Fátima Santiago (PP), Dudu Ronalsa (PSDB), Chico Holanda (PP) e Tereza Nelma (PSDB) entraria Oscar de Melo (PP)
Na coligação de Heloisa Helena (PSOL) e Guilherme Soares (PSOL) entraria o professor Beto Brito (PSOL)
Na coligação que entrou Silvanio Barbosa (PSB), entraria César Lira (PSB)
Na coligação que elegeu Galba Novaes Neto (PMDB), Wilson Júnior (PDT), Kelmann (PMDB), Antonio Holanda (PMDB) e Ze Marcio (PSD) entraria o médico Ronaldo da Luz (PMDB)
Na coligação que elegeu Silvio Camelo (PV) e Eduardo Canuto (PV) entraria Marcelo Malta (PC do B)
Na Coligação que elegeu Aparecida do Luis Pedro (PRTB) e Marcelo Gouveia (PRTB), entraria o ex-presidente da Casa, Arnaldo Fontan (PRTB)
O PT faria além de Kleber Costa(PT) o sindicalista Isaac da CUT (PT), o PPS faria além de Silvania Barbosa (PPS) o novato Jonatas Omena (PPS) e por fim o PR, que não havia feito ninguém passa a contar com Berg Holanda (PR).
Contra o aumento
Para o presidente da OAB/AL, Omar Coelho, o número atual de vereadores (21) é suficiente
“Não acredito que o aumento de cadeiras represente uma necessidade da sociedade. Os 21 vereadores que foram eleitos ou reeleitos podem desempenhar suas funções e suprir os anseios da sociedade. A população já mostrou, por diversas vezes, que é contrária a esse sentimento”, destacou.
À época das discussões sobre o tema na Câmara de Maceió, os vereadores ficaram divididos em dois grupos. De acordo com o coordenador do Movimento de combate à corrupção eleitoral (MCCE), Adriano Argolo, a ação deverá ser julgada improcedente pelo pleno do TRE.
“O aumento de cadeiras no parlamento não deve acontecer para a legislatura de 2013 – 2016. Essa discussão foi no começo do ano e a Câmara de Maceió perdeu o prazo. Os membros daquela casa devem se preocupar com as necessidades de Maceió”, colocou.
O coordenador criticou também a falta de transparência das contas da Câmara. “Os membros deveriam estar preocupados com a abertura de todos os gastos. Mostrar quem sãos os servidores efetivos e comissionados. Não precisamos de mais vereadores. Precisamos, sim, de mais luz naquela Casa”, frisou.
A Procuradoria Regional Eleitoral ainda não se pronunciou sobre o caso, mas informou, por meio da assessoria de imprensa, que fará de acordo com prazo estabelecido.










