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Postado em 03/01/2012 às 15:58 por Roberto Vilanova em BlogBlog do Bob

E a impunidade matou mais 1

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por Roberto Vilanova

É conhecida a estória do inglês, e imagino que seja mesmo estória, que viajou para o Brasil. De volta à Inglaterra, os amigos curiosos lhe perguntaram o que achou do país e ele respondeu:

- “O Brasil é um país interessante; tem muitas leis que ninguém cumpre e no final dá tudo certo”.

Será que é assim?

Tem tudo a ver a estória do viajante inglês e isso é o ruim da história, porque nos reduz a um bando de idiotas que criam leis para não serem cumpridas.

O pior de tudo é que, na prática, a sociedade vê – e alguns fingem não vê; a sociedade sofre – e finge não sofrer; e a sociedade só reage quando é vítima.

Vive-se naquela de que pimenta nos olhos dos outros é refresco, daí a sociedade brasileira e alagoana não reage à impunidade – que é a mãe da violência.

Falar no combate à violência, antes de acabar com a impunidade, é o mesmo que tentar cortar o vento.

Nos últimos trinta dias a impunidade matou um garçom na Avenida Leste-Oeste e na passagem do Ano Novo a impunidade matou outro em Viçosa.

As vítimas são vítimas contumazes – aquelas que desejam sempre resolver um problema conversando; e os criminosos são criminosos contumazes – aqueles que matam porque alguma autoridade lhe dá cobertura.

Vamos punir então essa autoridade – que é o embrião da impunidade.

E vamos também reagir sem que seja necessário conhecer a violência ou o crime à porta, como tem sido comum na base do “se mexeram com você, comigo não mexeram não”.

Lembrem-se de que, além da autoridade que protege os bandidos, a sua omissão contribui e muito para a impunidade.

E, no final, a autoridade protetora de bandidos e você, com a sua omissão e individualismo mesquinho, têm ajudado a matar inocentes.

E a proteger bandidos.

Abaixo a impunidade ou saia da frente que uma bala vem atrás. Tal qual o poeta da Paraíba:

Bala,bala,bala,bala

Tem uma bala no meu corpo

Bala,bala,bala,bala

Só não é bala de côco.
 

6 comentários

  • Alex

    Há 5 meses

    Éssas almas sebósas,são sobrinhos do Chico Tenório,que vive com uma tia deles,tem até filhos com éla,e da cobertura pra eles espalharem o terror na região.A familia do modelo,devia fazer justiça com o trabuco,pq se for esperar pela justiça,não vem nunca.Bandidos Fiadaputas,tirar uma vida por nada.

  • Sertanejo Revoltado

    Há 5 meses

    Foi o seu melhor texto, carregado de parcialidade a favor de uma sociedade acuada por tanta violência, causada por tantos politicos safados, e gente como nós: omissas, covardes e sem consciencia do mal que estamos causados a nós mesmos.

  • breno

    Há 5 meses

    Muito antes de vc escrever este artigo eu já tinha questionado neste e em outros sites. Por que os assassinos, da garçom e do modelos estavam soltos?RESPOSTA: POR QUE ALGUMA AUTORIDADE TINHA COLOCADO 2 CRIMINOSOS NAS RUAS. Portanto também são culpados.

  • PêCê

    Há 5 meses

    É BOB. ESSA COLOCAÇÃO É EXATA, A IMPUNIDADE MATOU MAIS UM...
    NÃO PRECISA SER ESPECIALISTA CRIMINAL PRA PERCEBER QUE SÓ A COM O FIM DA IMPUNIDADE É QUE COMBATE A VIOLÊNCIA EM ALAGOAS.
    ESSE JUDICIÁRIO DE MER.. DISTRIBUI HABEAS CORPUS E FIANÇAS PRA TUDO QUANTO É CRIMINOSO E AÍ REINA A CRIMINALIDADE..

  • Grevista do Ceará

    Há 5 meses

    Vamos fazer aqui a mesma coisa qe a Pm do ceara esta fazendo vamos parara tudo e deixar que o estado se exploda pra sermos ouvidos nao toleramos mais o comando

  • Sd Revoltado

    Há 5 meses

    Bob, e desde quando somente mataram dois entre a morte do garçom e do modelo? MATARAM MAIS DE 100 ea culpa é desse palhaco chamado dario cesar esse tiririca das alagoas, incompetente, seboso, nojento alagoas o odeia o destas fora dario cesra estamos em greve branca com a sua desastrosa gestao

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.