por Roberto Vilanova
Brasília – Sobre o julgamento da sua ação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a cassação do governador Téo Vilela e do vice José Thomaz Nonô, por abuso de poder econômico e político, o ex-governador Ronaldo Lessa não entendeu dois episódios:
1) A ministra Fátima Nancy Andrighi comunicou que não iria à sessão e foi.
2) O presidente do TSE, Ricardo Lewandowiski, abandonou a sessão para atender o chamado telefônico no celular.
Vamos por parte:
1) É normal o ministro atender chamadas no telefone celular.
2) Não é verdade que a ministra Fátima Nancy Andrighi comunicou que faltaria à sessão.
Aliás, ninguém sabe no TSE de onde partiu tal informação – que só circulou em Alagoas.
Sobre o julgamento da ação de Lessa muito se falou, muito se enfeitou e muito se mentiu; até o jornalista Ricardo Boechat pisou na bola na sua coluna na revista Isto É dizendo que o governador Téo Vilela estava “constrangendo” os ministros com visitas inesperadas.
Mentira. Isto não aconteceu.
Sobre o voto solitário do ministro Marco Aurélio Melo, que foi favorável a Lessa, só quem não conhece o ministro pode acreditar que tem o dedo do senador Fernando Collor – que é primo.
O ministro Marco Aurélio é conhecido por ser um “constitucionalista” apegado à técnica e, do ponto de vista técnico, a ação de Lessa tem respaldo sim. Só que esqueceram de dizer a Lessa que ninguém cassa um governador por causa de 1 mil e 600 cabras.
É também de uma inocência pueril atribuir ao senador Renan Calheiros a “pressão” sobre o TSE para favorecer Lessa. Só um idiota pode acreditar que alguém alimente o adversário em 2014.
Eu digo isso porque, no dia 5, uma semana antes da sessão do TSE, durante o lançamento do livro do jornalista Joaldo Cavalcante, eu estava em Maceió e, numa conversa com o ex-governador Ronaldo Lessa, disse-lhe que fosse cuidar da sua candidatura a prefeito de Maceió.
Estávamos numa roda de bate-papo com os jornalistas Carlos Melo, diretor-editor do Cada Minuto, o jornalista Luiz Vilar, o diretor do Ibrape, Francivaldo Dinis, e o diretor de Marketing do ASA e diretor Comercial do Cada Minuto, Sérgio Lúcio.
Lessa estava ansioso com a votação no TSE de sua ação, mas a informação que se tinha aqui era de que a vitória dele era improvável diante da “pequena monta” – era assim que se referiam à justificativa da denúncia, ou seja, 1,6 mil cabras para 200 carentes sertanejos.
Disse isso também ao companheiro Carlos Melo quando ele me perguntou como estava o quadro aqui em Brasília acerca do julgamento da ação de Lessa no TSE. Eu disse que era difícil o TSE aprovar a cassação do governador e que, no máximo, o que poderia acontecer era um ministro pedir vistas e adiar o julgamento.
Infelizmente, o que se viu foi a “espetacularização” da imprensa que procura chifres em cabeça de cavalo e acredita que pode achá-los.
PS – Abro o parêntesis para parabenizar minha filha, Thaísa Roberta Rocha Vilanova, pela aprovação em 17º lugar no curso de Direito na Faculdade Maurício de Nassau e meu filho Nelson Rocha Vilanova pela formatura em Agronomia na Ufal. Obrigado por tudo.
"É" os bodes da gente! "É" os bodes méééé!
Vai procurar um lavado de roupa Lessinha!!
ENQUANTO A IMPRENSA ALAGOANA TIVER JORNALISTAS TENDENCIOSOS E COMPROMETIDOS COM OS GOVERNANTES, FICA DIFÍCIL DEIXARMOS DE SER UM ESTADO DE CURRAIS DE CABRITOS.DESAFIO NO SEU BLOG, BOB, TER UMA , APENAS UMA CRÍTICA AO GOVERNO TÉO. PARA VOCÊ ESTE GOVERNADOR É MELHOR QUE DEUS.
E vc ainda estimula esse biltre a concorrer à prefeitura de Maceió? Esse cidadão deveria estar preso por todas as falcatruas que cometeu: escândalo das letras, macrodrenagem do Tabuleiro, crédito consignado dos servidores etc. Tome tenência, Villavelha.
OS MINISTROS DO TSE AFIRMARAM: TÉO E NONÔ COMETERAM CRIME, MAS NÃO FORAM CASSADOS. JUSTIÇA DO BRASIL É UMA PIADA DE MAU GOSTO.
Esse jornalista parecer que está ganhando alguma coisa do governo Tel, pois tem defendido ele em todos os sentidos.
Deixemos os entretantos...
Velho Bob das antiga, alguns nós da consideração, também pais coruja, das letras,do sereno e do boteco do Breda,te PARABENIZAMOS pelos Pimpolhos vitoriosos.
Que tenham sucesso nas suas escolhas !!!
Assim seja.
Resumindo Bob, só na cabeça de um "cabra"como o Lessa e seus asseclas e puxa-sacos é que acreditaram que um governador poderia ser cassado por causa de 1.600 cabras.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.