por Roberto Vilanova
A disputa sucessória em Maceió ainda não esquentou porque, até março, ninguém sabe do que o prefeito Cícero Almeida é capaz para não ficar dois anos sem mandato.
Almeida pode disputar o mandato de vereador e, para tal, terá de se afastar da prefeitura em março – daí, a sucessão em Maceió só será discutida mesmo quando março chegar.
O prefeito Cícero Almeida tem quatro motivos para não ficar dois anos sem mandato e apenas um motivo para continuar como prefeito.
1) Sem mandato ele fica vulnerável.
2) Sem mandato ele fica sem a caneta.
3) Sem a caneta ele fica sem poder.
4) Sem poder todo mundo é igual.
O único motivo que tem para continuar no cargo é ser coerente com o que prometeu, ou seja, cumprir com os quatro anos de mandato, mas esse negócio de coerência deve pesar menos que a realidade à vista.
Mas, aí entre outro obstáculo: uma vez no cargo de prefeita em definitivo, a vice-prefeita Lourdinha Lyra vai cuidar com certeza de impor a sua marca administrativa e isto passa, necessariamente, pela escolha de um secretariado da sua inteira confiança.
Pelo menos no que se refere à Secretaria de Finanças e de Infraestrutura, que são as galinhas dos ovos de ouro da prefeitura.
Ajudem pois, ao prefeito Cícero Almeida a se decidir:
1) Almeida deve concluir o mandato de prefeito?
2) Almeida deve disputar o mandato de vereador?
E em Arapiraca, como a situação está? Bem, em Arapiraca a questão está virando nó cego porque o planto do prefeito Luciano Barbosa parece fazer água com a insistência de Rogério Teófilo em ser candidato e o silêncio do pai dele, o professor Moacir, de intervir para evitar a disputa família com Ricardo.
São dois irmãos na disputa na Terra de Manoel André, mas o pior é que ninguém acredita que o prefeito Luciano Barbosa torça por Ricardo. O motivo é simples: uma vez eleito prefeito, quem garante que Ricardo vai manter os planos de Luciano para 2014?
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.