por Roberto Vilanova
Brasília – Foi aprovada a Comissão da Verdade, destinada a levantar os acontecimentos políticos à margem da lei no período de 1946 a 1988.
Por ironia, a Comissão da Verdade começa com uma mentira; na verdade, não vai apurar nada de ilegal e imoral, sobretudo torturas, que ocorreram antes de 1964 – a Comissão da Verdade é apenas para o pós golpe-militar de 64.
Tudo bem.
Não ficará tudo bem se a Comissão da Verdade for de meias-verdades, como tudo indica. Por exemplo: não será apurada a verdade para saber se alguns pilantras que receberam indenização milionária da nação são, de verdade, vítimas da ditadura.
Alguns não são.
Começando com uma mentira, a Comissão da Verdade tem tudo para ser mais um engodo. Ou pior: tem tudo para ser mais um biombo pelo qual os “Zés da Guerrilhas” vão se esconder para arrancar dinheiro da nação com pensões e indenizações.
De certeza mesmo é que a Comissão da Verdade não vai comprovar muitas informações passadas por falsas vítimas da ditadura, ou seja, os guerrilheiros que nunca foram à guerrilha e os assaltantes de bancos que não agiam em prol da causa da revolução.
E será que a Comissão da Verdade vai desmoralizar os falsos mitos? Duvido.
Sendo assim, a Comissão da Verdade tem tudo para ser mais uma Comissão de Mentiras. Mas, afinal, o que seria da verdade se não houvesse a mentira?
Uma coisa completa a outra, é ou não é?
Meu voto é de Heloisa e Marina e Ponto final
Tenho medo da elite "letrada" alagoana.sempre agindo como capacho do poder. Omissa, tende a defender as atocidades cometidas na didatura que, a exemplo do que temos atualmente, deve ter sido bem mais grave. Precisamos resgatar a História alagoana, inclusive demunciado pseudo-intelectuais.
Deus salve a "comissão da mentira "defendida pelo jornalista. O que você parece ter medo é que a "comissão da verdade", possa atingir os reacionários alagoanos(todos-ou quase-ainda vivos) que, em 1964, contraram melícias para não permitir resistências em Alagoas? Seja sincero!!!
Corretíssimo, Bob! Não defendo a tortura, mas, creio seriamente que se não fosse a ação militares nosso país seria uma Venezuela da vida, a prova são os "guerrilheiros" que hoje estão afundados na corrupção. E mais: a esquerda brasileira ameaça seriamente nossa democracia, são pilantras!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.