Pela segunda vez em um mês a Revista Isto É cita o senador alagoano Benedito de Lira em uma acusação que envolve um grupo de políticos que engordaram caixas de campanha graças a doações das empreiteiras responsáveis por esses projetos.

De acordo com a revista com base em 161 processos abertos pelo Tribunal de Contas da União, referentes à manutenção das rodovias nacionais, mostra que pelo menos seis deputados e senadores são padrinhos de obras que contém irregularidades graves.

Em relação ao senador alagoano a revista aponta ligações entre Benedito de Lira e uma das empreiteiras responsáveis pelas obras da Br-101 SUL em Alagoas, de acordo com a publicação o político alagoano seria frequentador assíduo de gabinetes ministeriais na tentativa de angariar e em troca teria recebido uma doação de R$ 200 mil da construtora em sua campanha.

A Isto É diz ainda que existe um processo do TCU que aponta um superfaturamento de 43% na obra que foi orçada em R$ 29,8 milhões.

Ainda de acordo com a revista o superfaturamento nas obras tem sido o principal problema no rol dos 161 processos abertos pelo TCU nos últimos anos para analisar obras comandadas pelo DNIT.

“As falhas geralmente já vêm incluídas nos editais, que trazem preços muito superiores ao valor real”, conta André Mendes, secretário de fiscalização de obras do tribunal. A atuação do TCU na fiscalização do uso de recursos públicos em rodovias pode ser prejudicada pelo Congresso.

O dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2012 vincula a validade das conclusões dos auditores ao parecer de um ministro da Corte. Na prática, significa que, até a decisão de um dos ministros, não haverá punições. A mudança na legislação foi interpretada como uma brecha para permitir a continuidade de obras com irregularidades graves.

Senador fala em legalidade na doação

Na primeira matéria em que era citado pela revista Isto É, o senador Benedito de Lira reagiu contra o Cadaminuto, acusando o portal de ter manipulado as informações para dar entender ao público que houve alguma irregularidade.

No texto enviado e publicado no Cadaminuto, o senador afirmou que as doações das empresas citadas na matéria foram feitas de forma regular ao partido, conforme prestação de contas enviada ao TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Com a mesma legalidade e cumprindo todas as exigências da legislação eleitoral, o partido repassou ao então candidato ao senado, Benedito de Lira, doações de diversas fontes, inclusive do fundo partidário, cuja prestação de contas também foi feita em tempo hábil e aprovada pelo TRE.

Para Benedito de Lira, as informações contidas na primeira reportagem do Cadaminuto levavam à conclusão de que a manipulação da informação serve a interesses políticos outros, incomodados com a atuação, o destaque, o trabalho que o senador continua desenvolvendo por Alagoas, priorizando projetos pelo crescimento econômico, o combate à desigualdade social, beneficiando os que mais precisam.

“Tenho quase 50 anos de vida política, sem que nenhum fato tenha desabonado minha conduta. Faço política com honestidade, respeito ao povo, trabalhando incansavelmente pelo bem das pessoas e do meu estado. Não admito jamais que especulações infundadas tentem macular meu nome. Reagirei dentro da lei para impedir que interesses menores tentem manchar uma história de vida ilibada”, reagiu Benedito de Lira na primeira reportagem.