por Michelle Farias
A tradição dos “Ternos de Pife” ou “Esquenta Muié”, são nomes que já fazem parte da expressão cultural alagoana e porque não dizer que já faz parte da alma do alagoano. Um dos nomes mestres do pífano mais conhecido e respeitado do Estado é o Chau do Pife, que há mais de 40 anos trilha um caminho de reconhecimento no cenário alagoano.
Vivendo exclusivamente da música, José Prudente de Almeida, o Chau do Pife, nasceu em Boca da Mata, onde se criou ouvindo o canto dos pássaros e as Bandas de Pífanos, comandadas por seu pai, pifeiro e fonte de inspiração do filho.
“Não sei fazer outra coisa. E é de onde eu tiro o meu sustento e da minha família”, disse Chau, lembrando ainda que é casado há mais de 15 anos e tem três filhos.
José Prudente de Almeida recebeu o apelido de Chau do Pife, quando adolescente, no município de Boca da Mata, interior de Alagoas, e ao começar a tocar o pífano ou pife, foi “batizado” com o codinome. Mas foi aos oito anos que descobriu o amor pelo instrumento.
Aos 52 anos, Chau toca hoje em um pífano de alumínio, com sete furos, mas ele lembra que seu primeiro instrumento ganhou aos nove anos.
“O meu pai fazia os instrumentos dele e fez o meu também. Aprendi a fazer com ele e hoje dou a oportunidade aos artistas da terra também de mostrarem o seu trabalho, o meu instrumento é feito pelo meu amigo Cícero”, contou.
Chau contou aos ouvintes que conheceu o pífano de forma, no mínimo, diferente. Segundo ele, seu pai era agricultor em Boca da Mata, interior de Alagoas, e deu o pífano para que ele pudesse espantar os pássaros que rondavam as plantações.
“Mas eu tinha que apitar muito para afastar os pássaros da plantação. O pífano que ele me deu tinha quatro furos, ai fui me interessando pelo instrumento”, lembrou Chau, que disse ainda que o pai ao perceber o interesse pelo “pedaço de cano” deu um pequeno Chau de Pife de seis furos para que ele pudesse aprender. E foi assim que começou a história musical de José Prudente de Almeida, o Chau de Pife.
Apresentações:
Chau do Pife se apresentará durante todas as sextas deste mês no Teatro Deodoro a partir das 16h.
Para mais informações acesse o blog do Chau de Pife, chaudopife.blogspot.com
ISSO É CULTURA!EITA ESTADO RICO DE CULTURA! NÃO VAMOS DEIXAR-LA MORRER!!!
CONCORDO C FABIANE E AINDA ACRESCENTO O GRUPO GOGÓ DA EMA. NO MEU PONTO DE VISTA ESSES SÃO OS MAIORES REFERENCIAIS DA CULTURA ALAGOANA, MAS QUE DE FATO FALTA RECONHECIMENTO DOS PODERES PÚBLICO. A FALTA DE INCENTIVA FAZ COM QUE MUITOS DESSES BUSQUEM OUTRO MEIO DE VIDA PARALELO. LAMENTÁVEL!
Chau do Pife, Jacinto Silva,Tororó do Rojão,Pitiguary, Irineu,Lula Sabiá, Xameguinho, Xexéu,Pardal, Nelson da Rabeca,Benon,Renato,Verdelinho, Venâncio,Hilda do Coco,Virgínia,Dona Áurea,Ranilson França e tantos outros são patrimônios da nossa cultura popular tão rica em diversidade artística.
As pessoas deveriam dar mais valor a cultura popular do nosso estado, é por isso que tem tanta gente ignorante!