A insegurança em Alagoas já chega a locais antes considerados seguros, como os hospitais. Assaltos, a exemplo do que ocorreu no Hospital do Açúcar, no bairro do Farol, onde duas funcionárias foram feitas reféns e recentemente, o sequestro de um recém-nascido na Maternidade Santo Antônio, na Cambona aumentam a preocupação de pacientes e familiares, principalmente pela facilidade no acesso às unidades hospitalares.
Especialistas da área de segurança afirmam ser difícil controlar a entrada de pessoas nesses locais, já que há horários de visitas e “livre” acesso para consultas e até internamentos, inclusive em hospitais particulares, que costumam adotar vigilância própria ou ainda, equipamentos eletrônicos como cercas elétricas, para segurança patrimonial e segurança armada na entrada da unidade hospitalar.
Para o agente de turismo, Ivan Galdino a insegurança já é uma das características fortes do Estado e apenas reforçá-la em locais como os hospitais não resolveria o problema. “Tem que capacitar os profissionais e remunerá-los bem, para poder cobrar uma segurança mais eficaz. Os hospitais não só deveriam restringir a entrada e sim, serem mais rigorosos, pedindo uma identificação própria e instruindo os colaboradores para tais situações”, disse.
O inspetor de solda Adriano Silva afirmou que o cuidado com o acesso de pessoas deve ser maior em maternidades. “As coisas do Estado são mais desorganizadas. A mulher chegou, já foi entrando na maternidade e não teve ninguém que procurasse saber porque ela estava ali. Em hospitais particulares acho que as condições são melhores”, afirmou ele.
Para a administradora de empresas, Bárbara Tenório é complicado restringir o acesso a hospitais, que oferecem um serviço de utilidade pública. "Isso se resolveria se os politicos fossem mais responsáveis, decentes e fizessem algo para melhorar a nossa segurança e não só medidas de urgência, apagando o fogo", ressaltou..










