por Roberto Vilanova
O Ibope concluiu neste domingo a pesquisa de intenção de votos para o governo de Alagoas. O resultado será divulgado terça-feira à noite.
Mas, a bisbilhotice humana produz ti-ti-ti e ti-ti-ti leva a especulações – que podem ser para mais ou para menos.
Daí, o ti-ti-ti diz que o candidato A continua A, mas o candidato que era C pulou o B. Outros dizem que o C encostou no B.
O que o amigo internauta acha?
1) O candidato A continua A
2) O candidato que era B agora é C
3) O candidato que era C agora é B
4) O candidato B é agora igual ao C
SAUDADES DO JORNAL DO BRASIL
No dia 5 de fevereiro de 1977, quatro dias antes de completar 26 anos de idade, eu desembarquei no Rio de Janeiro e estava ansioso; mais que isto, eu estava nervoso.
Já conhecia a cidade, mas, naquele dia 7 eu desembarquei no Rio para me apresentar no Jornal do Brasil; eu fui indicado pelo saudoso Freitas Neto e pelo grande Márcio Canuto – grande na estatura, no talento e no caráter.
O jornalista e professor da PUC-RJ, Juarez Bahia, era editor de Nacional do JB e ligou para o Márcio Canuto, que era editor-geral da Gazeta, pedindo para ele indicar um repórter para fazer o teste no JB; se passasse seria contratado como repórter.
O Márcio Canuto e o Freitas Neto, que era correspondente do “Estadão”, me indicaram. Numa tarde, quando cheguei à redação da Gazeta – que era na Rua do Comércio – o Márcio Canuto me mandou passar na Dreamar Turismo e pegar a passagem com o saudoso Ilmar Caldas, para o primeiro avião no dia seguinte.
Desembarquei no Rio extasiado. Era um sonho; imagine entrar na redação do JB, no prédio novo lá em São Cristóvão (Avenida Brasil, 500) e encontrar Paulo Henrique Amorim, Dora Krammer, Jorge Pontual, Roberto Benevides, Villas Boas-Correia, Marco Sá Correia, Willams Wack (correspondente do JB na Alemanha), Oldemário Touguinhó, Hedyl Valle Jr., Gilberto Paoletti, Arthur Xexéu e tantos outros cobras.
Fui me apresentar ao Juarez Bahia e me surpreendi; no birô dele estava um exemplar da Gazeta com a matéria que eu e o repórter fotográfico Helder Monteiro (irmão do Dárcio) fizemos contando sobre os últimos dias de Lampião.
- Essa matéria é sua?
- É
- Resuma tudo isso numa lauda. Pode pegar aquela máquina ali.
Gelei. Era uma página e resumir tudo numa lauda, que tem 25 linhas, me parecia impossível. Realmente, eu demorei muito e quando consegui o Juarez pegou o texto e me disse:
- Leia o manual de Redação.
No manual de Redação do JB estava escrito que o bom lead tem trinta palavras e o lead excelente tem vinte e cinco.
Mas, com vinte e cinco ou com trinta palavras, no lead tem de constar as respostas às cinco perguntas kimplinianas. Não é fácil. Mas, apesar das observações do Juarez, que vetou o texto e mandou que eu redigisse outro, e depois outro até aceitá-lo, eu passei no teste.
Não acreditei quando peguei a Carteira de Trabalho e conferi o registro: Repórter II. Como Repórter II, se todos começam como Repórter III?
Não sei; só sei que fiquei doze anos no JB. De fevereiro de 1977 a outubro de 1989! Foi minha maior escola.
Na semana passada conversei pelo telefone com o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que foi meu colega na Ufal. Ele me perguntou se eu tinha guardado “aquela matéria sobre Lampião” e eu respondi que não; que não tinha nenhum exemplar.
- Aquela matéria era para você ganhar o Prêmio Esso – disse-me o Aldo.
Bondade do companheiro Aldo Rebelo; eu nunca escrevi nada para o Prêmio Esso. Em compensação, com aquela matéria eu ganhei o emprego no Jornal do Brasil.
NR - Na conversa com o deputado federal Aldo Rebelo ele lembrou a época da Ufal e a "Equipe Mao Tse Tung", das aulas de Sociologia do saudoso professor Salomão de Barros Lima. Disse que, naquela época (1975) "quem tinha juízo tinha medo. E a gente tinha medo, mas não tinha juízo". E perguntou pelo Alberto Casado e o Péricles Gama; disse-me que da turma só encontrava mesmo como o Beto Jucá - que é assessor e primo do governador Téo Vilela. Pois bem; li na coluna do competente jornalista Flávio Gomes de Barros que, nesta segunda-feira, será a missa de sétimo dia da morte do Péricles - que era promotor aposentado. A missa será na Igreja Menino Jesus de Praga, no Jardim das Acácia. Meus pêsames à família.
Pelo andar da Carruagem, téo já aparece na frente na próxima pesquisa do IBOPE (É lógico) porque a GAPE com certeza continuará maquiando a real situação das intenções de votos. DESESPERO É DESESPERO...
Téo vencerá essas eleições e contiuará a limpeza que está fazendo no estado...Teo para bem de AL
Sr.Alexandre Fernandes agindo assim só faz com que este blog fique na contramão do respeito de quem aqui visita. Não tem o direito de entrar em nossas casas com insinuações desrespeitosas a um candidato.Vamos discutir idéias jamais partir para a agressão pessoal.Isto só compromete sua conduta cidadã
BOB collor porque quando você se refere aos tempos de Ufal sempre sita apenas homens. Naquela época não tinha nenhuma líder estudantil, ou você pertencia ao clube do bolinha? E as branquelas você não lembra, pois eu lembro.
Parabens pelos muitos anos de jornalismo e dedicação, e muito mais pela coerencia,ao publicar comentarios que muitas vezes ñ era o desejado, mas opinião é que nem Bun.. cada um tem a sua e vambora. Qt a pesquisa o B vai virar C e vai ficar de C pra cima em maragogi,que é o que ele gosta de CUrtir.
Bob, não sei qual dos 2 é o melhor, até porque isso não vai influir em nada nos seus textos, mas uma coisa é fato, vc e o Ricardo Mota, estão muito a frente dos outros jornalistas de Alagoas.
Segio Murilo,o problema não foi da pesquisa e sim das urnas que estavam com copim e foram queimadas na Serraria para que não fosse comprovada a fraude que levou este sínico governador ao palácio.COLLOR,abra o olho,este Teotonio tem esquema para frudar eleição.
o candidato A continuará na frente até a vitoria em 3 de outubro,o B já era, e o C ta morto querendo conquista o voto do servidor publico dizendo q vai dar aumento,ñ deu em 4 anos vai dar agora!!! agora D...
Bob, com essas insinuações até parece que você já teve acesso ao resultado da pesquisa antes de ela ser concluida! Tem que ter calma ao fazer esses comentários, pq a credibilidade do IBOPE já não é essas coisas, e vc deixando a entender que já sabe o resultado ai vira piada!
Pelo andar da carruagem o candidato C (Téo)que estava em terceiro, já ultrapassou velozmente o B (Lessa) e aproxima-se ou já iguala-se ao A (collor). A continuar neste ritmo Téo vence no primeiro turno, graças a Deus. COLLOR NUNCA MAIS, para o bem de Alagoas.
COM O CURRICULO QUE VOÇE APRESENTA, E COM O EXCELENTE NIVEL DE AMIZADES QUE VOÇE CITA NO TEXTO, PRICIPALMENTE NO MEIO JORNALISTICO. ACHO QUE VOCE PODE ,SE QUISER, MELHORAR EM MUITO OS SEUS COMENTARIOS E DEIXAR DE PERSIGUIR O RONALDO LESSA.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.