por Roberto Vilanova
Quando ouvi o governador Téo Vilela denunciar os maus alagoanos que trabalham contra os interesses do Estado, lembrei-me o relato do empresário italiano que desejava montar uma fábrica de fraldas descartáveis e absorvente feminino em Alagoas.
O nome do empresário italiano é Cesari e ele não se recusa a relatar o que se passou, porque até hoje está indignado.
Foi o seguinte: Cesari procurou o governo para saber quais os incentivos que oferecia para instalar a fábrica. É verdade que ele não chegou a conversar com o governador da época – ele se reuniu com a quadrilha que assaltou o erário estadual.
Conversa vai, conversa vem, a quadrilha lhe apresentou a conta da despesa: R$ 8 milhões entre gastos com o licenciamento ambiental, taxa disso e daquilo, se quisesse investir no Estado.
Cesari ficou indignado e não aceitou. No dia seguinte recebeu um telefonema de um dos punguistas oficiais baixando o valor da extorsão para R$ 5 milhões – que ele também se recusou a pagar.
Dois dias depois, o mesmo punguista voltou a lhe telefonar com outra proposta; ele pedia agora R$ 3,5 milhões. O empresário italiano encerrou a conversa avisando que estava indo para Sergipe – e foi.
Em Sergipe, Cesari tratou diretamente com o governador. Resultado: a fábrica de fraldas descartáveis e absorvente feminino está instalada no Estado vizinho, onde recebeu um lote com toda infraestrutura e incentivos fiscais, inclusive o financiamento do imposto a recolher.
É verdade que não tem mais volta; o empresário italiano não vai tirar a fábrica de Sergipe. Mas, é bom alguém avisá-lo de que o governo mudou e os punguistas foram defenestrados.
Isto porque o empresário, que ainda está indignado, faz a pior propaganda de Alagoas para os patricios.
No governo de quatro patas, o irmão esperto com cara de Otario, tinha aceclas que fazia todo esse PEDAGIO, os inocentes dos alagoanos ainda aceitaram que ele fosse ficar dando concelho(com c mesmo) aos administradores das prefeituras já que se intitulou Dr. em Administração. Como diz você Bob, TÔ B
Ricardo, e sobre a extorsão da quadrilha que assaltou o erário estadual? De onde a vítima é não importa; o que importa é a extorsão. Concorda ou não?
Caro bob, Você lembra em seu comentário, que o governo agora é outro, e o que dizer de um Governador envolvido na operação NAVALHA, e indiciado pela Policia Federal sobre a acusação de formação de quadrilha. Estamos sem opção.
Odeio todos os ploticos e suas corjas. Pq eles tratam o "povo " como se os mesmos tivessem cabeça de camarão. Tudo conversa para se reelegerem, na primeira eleição Ronaldo era santo, Reinão idem etec e tal agora ninguém presta só ele o usineiro falido. Comigo não tucano vc nunca me enganou.
Caro Bob- Voce presta um grande serviço ao povo de alagoas. Porque não dizer explicitamente o nome do governador da época. Caso seja verdade a noticia que o sen renan calheiros queria impedir a liberação de recursos para o estado de alagoas atraves de emprestimos do BANCO MUNDIAL, é de um cinismo
UM DOS PROBLEMAS DAQUI É ESSE, A FALTA DE NOME DOS BOIS...SE O ITALIANO TÁ DISPOSTO A CONTRIBUIR COM A SOCIEDADE, DIGA O NOME DESSES CRETINOS !!!
VC ACHA QUE NÃO EXISTE MAIS ISSO. POIS BEM ,UM AMIGO MEU FOI VÍTIMA .TENTOU BOTAR UMA FÁBRICA DE BOI DE OURO EM MURICÍ E NÃO DEIXARAM FAZER CONCORRÊNCIA.
Bob, seus leitores tem direito a saber nomes. O empresário existe, está indignado, então, nomes devem ser citados com clareza, sem arrodeios e nem subterfúgios usados em ano de eleição para sugerir isso ou aquilo, ou que fulano é ruim e sicrano é ótimo. Isso é politicagem, deve ser dado nomes!
ESTE FOI DIVULGADO EU IMAGINO OUTROS CASOS COMO ESSE AO LONGO DE TODOS ESTES ANOS O QUE NÃO DEVE TER ACONTECIDO?
PRIMEIRO: Cesari não é Italiano, é Sergipano. Chama-se Cesar Prado, empresário Sergipano com familiares em Alagoas e bastante conhecido em Aracaju.
A fábrica DELICACY de fraldas,absorventes etc.
Se instalou em Sergipe por amizade pessoal ao então Governador Albano Franco!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.