O vice-presidente do Paraguai, Federico Franco, voltou a criticar a Bolívia devido à operação realizada pela polícia do país em território paraguaio no dia 17 de maio.

Segundo ele, o episódio representa "um grave erro" da Bolívia e um "ato de negligência" de oficiais paraguaios. Na ocasião, um grupo de policiais cruzou a fronteira para capturar o paraguaio Roberto Sosa, que cometeu crimes no lado boliviano. O governo de La Paz já pediu desculpas pela incursão.

Mas, mesmo com a aparente solução do incidente diplomático, Franco voltou a condenar a operação, ressaltando que "é necessário ficar muito claro que isto não voltará a acontecer".

A mesma exigência foi feita pelo senador paraguaio Miguel Saguier. O parlamentar considerou insuficiente o pedido de desculpas feito pelo presidente Evo Morales.

- Deve haver um firme compromisso de que este tipo de agressão não se repetirá - reiterou.

Roberto Sosa, que permaneceu detido na Bolívia durante as últimas semanas e teve sua extradição autorizada ontem, disse que foi maltratado e agredido por autoridades do país vizinho e alegou inocência.

Ele é acusado de ter estuprado uma menina e assassinado uma mulher. Sosa reconheceu, contudo, que roubou o estabelecimento em que trabalhava, alegando que era funcionário no local há oito meses e nunca recebeu salário.