Com o intuito de disseminar informações que ajudem a minimizar o preconceito quanto à Aids, principalmente entre os profissionais que atuam na conscientização da população, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), integrantes da ONG Aids e representantes dos municípios alagoanos participaram do Fórum Virtual de DST e Aids.

 

A videoconferência, que aconteceu nesta quarta-feira (29), auditório do Banco do Nordeste, em Maceió, possibilitou o intercâmbio entre as equipes da Política Nacional de DST e Aids e os técnicos de Alagoas para esclarecer dúvidas em relação às informações que devem ser disseminadas, com o objetivo de reduzir, em Alagoas, os índices de contaminação pelo vírus HIV. E também durante o evento, foram compartilhadas as experiências inovadoras na área de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis.

 

De acordo com a técnica responsável pelo Programa DST e Aids em Alagoas, Conceição Torres, iniciativa dessa natureza são importantes para delimitar como as ações de conscientização devem acontecer nos Estados, uma vez que cada um deles possui a sua especificidade e o combate à Aids deve acontecer respeitando princípios éticos, uma vez que envolve a sexualidade humana.

 

“Vivendo um cenário onde as informações são disseminadas rapidamente, é importante discutirmos mecanismos de prevenção de forma objetiva, mas sem causar prejuízos emocionais, chocar as pessoas ou constrangê-las. Tudo isso porque, ao contrário dos anos anteriores, o maior número de casos atinge os heterossexuais, pois ao contrário do que grande parte da população imagina, os homossexuais não são mais o único grupo de risco”, salienta.

 

Ela anunciou, ainda, que o propósito do Programa DST e Aids em Alagoas é criar postos avançados onde seja possível realizar o teste rápido do HIV. Ainda segundo ela, o primeiro caso de Aids registrado em Alagoas aconteceu em 1986. No Estado desde 1986 até ano passado foram notificados 2.474 casos, sendo 1755 somente em Maceió.