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Alagoas, 12 de março de 201012/03/2010 07:15
Acho que o governador Téo Vilela vai recorrer à Justiça para manter o veto ao aumento do duodécimo da Assembléia Legislativa, do Tribunal de Contas e do Ministério Público.
E por que eu acho que sim?
Porque o governador fez uma jogada de mestre na última semana. Téo viajou para São Paulo, e o vice-governador José Wanderley e o presidente da Assembléia Fernando Toledo, também se ausentaram do Estado.
Com isso, sobrou para a presidenta do Tribunal de Justiça assumir o governo. Um advogado consultado disse-me que o governador não precisa passar o cargo para ninguém se a ausência for inferior a 15 dias e ele (governador) se encontrar dentro do País.
Mas, o Téo quis passar o governo para a desembargadora Elizabeth Carvalho para que ela mesma conhecesse as finanças do Estado. O que o governador não esperava foi a declaração de arrependimento da desembargadora, por exigir o aumento do duodécimo da Justiça.
Téo soube e ficou felicíssimo; o plano deu certo. Quando apelar à Justiça para manter os vetos que os deputados derrubaram legislando em causa própria sabe que tem alguém que conhece a realidade; a presidenta do TJ conheceu os números do Estado em cinco dias.
E para que a Assembléia Legislativa e o Tribunal de Contas querem mais dinheiro? É que lá o ralo é grande, mas não é maior que a bocarra de seus habitantes. Para manter sinecuras tem que ter dinheiro e no ano eleitoral emprego é voto.
Se o governador recorrer à Justiça contra o aumento do duodécimo vai ganhar o apoio de quem tem voto; se não recorrer vai perder o voto, o discurso e o sossego com a revolta justa dos barnabés civis e militares.
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12/03/2010 01:15
Quando todos pensavam que a poeira tinha assentado e o candidato Ronaldo Lessa até já trabalha na elaboração de seu plano de governo, eis que lá vem o enterro voltando.
O impasse agora é o vice-governador. O prefeito Cícero Almeida insiste em indicar o vice de Lessa, mas o senador Fernando Collor mandou avisar que o vice é do PTB.
Se o PTB não indicar o vice de Lessa, ele (Collor) implode o chapão. Como assim? Acho que ele (Collor) sai candidato a governador.
A candidatura de Collor ao governo do Estado, que está sendo comentada com mais insistência nos últimos dias, pode levar Lessa para o segundo turno.
Digamos que serão três candidatos: Téo Vilela, Collor e Lessa. Os dois primeiros disputam a mesma área e Lessa, que já se beneficiou uma vez quando disputou a Prefeitura de Maceió, poderia se beneficiar novamente garantindo o segundo turno.No mínimo.
Na disputa pela prefeitura, na época, Téo dividiu os votos com José Bernardes e Lessa se elegeu prefeito.
Se o que falta a Collor é o motivo para implodir o chapão e se lançar candidato a governador, então o motivo está posto; o prefeito Cícero Almeida diz que não abre mão de indicar o vice de Lessa.
O chapão é isso aí; todos se conhecem e fingem que se amam. Mas, será que o prefeito também vai desistir de indicar o vice?
11/03/2010 07:21
O silêncio tumular e o burburinho dando conta dos bastidores mostram que o chapão de oposição ao governo Téo Vilela não é proposta concreta.
Tem sempre o compasso de espera para se definir o futuro do chapão – que indicou Ronaldo Lessa candidato ao governo do Estado.
Antes a esperar era pelo prefeito Cícero Almeida - que teria de decidir se iria ou não disputar o governo do Estado. Almeida queria disputar o governo, mas o grupo não queria
E agora se espera pelo deputado federal Benedito de Lira – que terá de decidir se vai ou se fica; se vai se bandear para o lado do governo ou se fica no chapão.
E ainda tem a espera para saber quem é o vice de Lessa – que Almeida quer indicar, mas o grupo ainda está avaliando se deixa ou não.
Entenda-se como grupo o que pensam e tramam os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor; até agora, Collor e Renan têm pensado e tramado tudo igualzinho.
Mas, também nesse particular o chapão vive de espera. Espera-se, por exemplo, a reação de Collor – que é franco atirador nessa eleição, com mais quatro anos de mandato garantido no Senado.
Lessa está precisando de imunidade, muito mais que de poder, e diante da necessidade premente o melhor é não arriscar sequer o Senado, quanto mais o governo.
E alguns esperam que Lessa dispute mesmo é uma vaga na Câmara Federal.
E de espera em espera segue o chapão, de onde jamais vai sair o que não se espera.
10/03/2010 23:02
No assalto ao caixa eletrônico do Banco do Brasil na Secretaria de Educação, o vigilante não pode se queixar.
É que o assaltante pagou o taxi que a esposa dele chamou para trazê-la até a secretaria. A esposa do vigilante ligou para o marido exatamente no momento em que estava sendo rendido pelos assaltantes, e desconfiou.
O marido gaguejava ao telefone e a esposa concluiu que alguma coisa errada estava se passando, e decidiu verificar. Pegou o táxi e ao chegar à Secretaria de Educação também foi rendida – mas, o assaltante pagou a corrida.
Já tínhamos postado sobre o assaltante de bancos que ora agradecendo a Deus o êxito de seus assaltos e que é supersticioso - ele usa sempre a mesma roupa quando vai assaltar; e por isso foi fácil a polícia descobri-lo.
Os assaltantes do caixa eletrônico da Secretaria de Educação passaram três horas dentro do prédio; eles abriram o caixa eletrônico com maçarico.
Estavam tão tranqüilos que foram esperar a esposa do vigilante chegar para pagar o táxi. Ainda bem que, em Alagoas, os assaltantes de bancos andam com dinheiro trocado...
10/03/2010 07:04
Calma, gente! Digo morrer politicamente e não eleger o Artur deputado federal.
por Roberto VilanovaOs números que o deputado federal Benedito de Lira tem em mãos leva-o para os braços do governo Téo Vilela.
Benedito vive o dilema:
1) Manter a palavra e morrêêêêêê!...
2) Mudar de lado, ou seja, se juntar ao PSDB e salvar a candidatura do filho.
Benedito fez as contas e concluiu que o chapão tem cinco fortes candidatos à Câmara Federal à frente de seu filho, Artur – que ele quer deixar na vaga e Artur precisa muito da imunidade parlamentar.
Ele cita João Lyra, Célia Rocha, Joaquim Beltrão, Olavo Calheiros e Maurício Quintella como concorrentes fortes para Artur encarar.
Benedito perdeu a base de Arapiraca, que lhe foi importantíssima em 2006, mas, agora a rainha também quer o mel e encarar Célia Rocha é suicídio.
Benedito disse que o PP não era partido de aluguel e que exige respeito à sigla, e isto quer dizer que o PP vai fazer o que melhor for para eleger o Artur.
E, pelos números que o Benedito tem, o melhor é ir para o lado do governo, em cuja composição é mais fácil a legenda eleger Artur.
Há candidatos fortes do lado do governo, que podem puxar Artur.
Muita gente tem dito que Benedito de Lira já tomou a decisão e falta apenas a oportunidade de revelá-la. Essa oportunidade é que é o bicho, porque tem que surgir no rastro de uma crise.
É que o prefeito Cícero Almeida, que é do PP, já definiu que fica do lado de lá.
09/03/2010 22:50
Alan Vieira Nóbrega é um dos dois assaltantes de bancos que a polícia prendeu depois de trocarem tiros com os seguranças da casa do promotor Luiz Vasconcelos, no Farol
Prendeu e logo a polícia reconheceu ser o mesmo que assaltou a agência do Banco do Brasil no bairro de Jaraguá. Detalhe: o assaltante estava com a mesma roupa.
Alan confessou o assalto que fez e o que ia fazer no Hiper Bompreço da Gruta; confessou-se também religioso – que sempre agradece a Deus o êxito dos assaltos; e que tem a mania de usar a mesma roupa quando está trabalhando, ou seja, assaltando.
Por isso foi reconhecido.
O crime ganha assim um toque especial, com um ladrão cristão e supersticioso. Mas, como um dia Deus castiga, o Alan terminou preso.
E conformado; ele responde que só Deus ganha todas.
Mas, qual a diferença do Alan para o deputado que chamou a quadrilha para orar e agradecer a propina recebida? A diferença é que o Alan está preso e o deputado renunciou para escapar da cassação e poder se candidatar novamente este ano.
Acho que é porque o Deus do deputado de Brasília é mais forte que o Deus do Alan, de Alagoas.