Faz um monte de tempos, que esta ativista vem questionando a qualidade e quantidade das devolutivas de prestação de serviços da SEMUDH, mais especificamente as políticas antirracistas negras.

Em quase duas décadas de gestão- SEMUDH, a terra da resistência negra,  Alagoas,( Alô, Aqualtune!), não  produziu instrumentos eficazes e eficientes para reverter a lógica do chicote institucionalizado, ( por que será desse silêncio social surdo e ensurdecedor?), ou,  assumir um protagonismo  revolucionário, para o desmonte das políticas escravagistas.

Em qual mapa politico  estão os negros, negras, em Alagoas?

Quais as políticas efetivadas para mulheres negras, periféricas?

E a Juventude Negra?

Temos dados sobre a Infância Negra e seus direitos básicos violados?

Cadê o Plano Estadual de Promoção à Igualdade Racial contendo  diretrizes assertivas e objetivos estratégicos , como  norteadores para  elaboração e execução de iniciativas, programas e ações voltados a serem desenvolvidos pelo Estado?

São quase 2 décadas e Alagoas , ainda, está no processo de ‘deslembrar’, os princípios  da Equidade Racial. 

A grande maioria das organizações e instituições  têm feito ouvidos moucos e convenientes desde os aliados políticos à uma grande parte do controle social (?), que coincidentemente é do mesmo partido político da gestão, da pasta.

E pensar que  foi o  movimento negro brasileiro Raiz, lá atras, exigiu a criação dos lugares institucionais , para fazer enfrentamento a dinâmica do racismo e agora , esses lugares, servem de guarda-chuva para partidos políticos e seus afins, assumam os holofotes.

Recentemente saiu nas mídias alagoanas, a decisão de Paulo Excelência, o governador,  de cortar a SEMUDH, bem  no meio, será repartida em duas secretarias ( com o mesmo orçamento), porque foi constatada a miúda, anêmica  devolutiva  social e política do órgão, e agora surge essa notícia ( não é fake news de primeiro de abril, né?) , de que mesmo sendo ineficiente para Alagoas, a gestão da SEMUDH é excelência para Harvard.

Entendi foi nada.

Alguém explica?

São duas maneiras de contar história.