Composição na Casa Herbene Melo poderá sofrer alteração se votos do Podemos forem anulados 

Uma ação de investigação impetrada e que está tramitando na 22ª Zona Eleitoral de Arapiraca poderá mudar a configuração atual da Câmara Municipal da Capital do Agreste. O Partido Progressista (PP) protocolou uma denúncia com supostas irregularidades que teriam sido ocorridas na cota de gênero na chapa formada pelo Podemos.

A agremiação partidária elegeu uma vereadora nas eleições de 2024 - a atual secretária municipal de Serviços Públicos, Carol Valeriano, que licenciou-se da função e deu vaga ao seu suplente, o empresário Valsandy Veras aliado do ex-senador e atual vice-prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha. 

Carol foi eleita em 2024 com 2.447 votos. Valsandy, o primeiro suplente obteve 1.696 votos. A chapa contou, além de Carol, com outras cinco mulheres: Lary Canuto (988 votos), Rapunzel (610 votos), Renata Reis (58 votos), Cris Gomes (56 votos) e Danúbia Ramos (15 votos).

Em casos de investigação por suposta fraude à cota de gênero, em caso de condenação dos denunciados, a Justiça Eleitoral tem anulado todos os votos da chapa e realizado o recálculo do quociente eleitoral, o que muda a composição da Casa de Herbene Melo.

Caso percam os mandatos, o primeiro partido beneficiado é o PMB, que teve o ex-agente da SMTT Rodrigo José da Silva como o primeiro colocado. Segundo analistas, ele herdaria o mandato que hoje pertence ao Podemos.

No entanto, como o PMB já é parte em uma outra ação, que também tramita na 22ª Zona Eleitoral, onde questiona a cota de gênero das chapas do PSDB e do PSOL, caso seja beneficiado com uma decisão favorável nesta ação, quem herdaria a vaga seria o próprio PP.

Neste caso, o vereador Adriano Targino, que ficou na primeira suplência do partido, voltaria a exercer a função de forma definitiva. Atualmente, Targino exerce o mandato durante licença do titular, Fabiano Leão. Em caso de êxito na ação, o PP aumenta sua bancada de cinco para seis vereadores.