Que fique claro: não é por falta de capacidade ou de honestidade dos integrantes da Polícia Civil, mas a nossa história recente tem demonstrado a falta de vocação das nossas instituições policiais para investigar os casos – ou crimes – envolvendo políticos em Alagoas.

Mais do quer isso, a ausência de independência das forças de segurança pode até complicar uma apuração mais rigorosa, como no caso do assassinato de Kleber Malaquias, lá mesmo em Rio Largo.

(Na situação de agora Dantas também já tomou posição pública, e bem sabemos o que isso significa por aqui.)

Já o Ministério Público Estadual tem nos seus quadros, independentemente das críticas possíveis, pessoal qualificado e com autonomia funcional para levar adiante inquéritos envolvendo lideranças políticas locais – e é o caso.

No mais, voltando ao mesmo caso Kleber Malaquias, a Polícia Federal (que não é Gestapo) pode dar seu apoio técnico à investigação, se solicitada.

O passado, até mesmo recente, há de nos ensinar alguma coisa.

Pergunta: Carlos Gonçalves (que não é Gonçalves) não sabia com quem estava lidando?