Desde 2019, Rodrigo Cunha transformou seu mandato de senador da República também como parceiro de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com Síndrome de Down, que são atendidas pela Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) e outras entidades que lidam com o segmento em Alagoas.
O autismo é uma condição neurológica que afeta a forma como a pessoa interage e percebe o mundo. Neste 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o atual vice-prefeito de Maceió celebra a data com a liberação de recursos via emendas parlamentares em torno de R$ 2 milhões. Com o valor, a AAPPE adquiriu órteses auditivas, ortopédicas e ganhou um reforço de peso no atendimento a pacientes com necessidades especiais.
“Para além de recursos financeiros, que são evidentemente importantes, minha parceria com instituições como a AAPPE tem por objetivo contribuir para que as pessoas com autismo consigam ter acesso aos tratamentos necessários, que possam servir de apoio para a inclusão social, respeito e autoestima”, disse Rodrigo Cunha, lembrando que a entidade já tem 38 anos de serviços prestados à sociedade alagoana.
Com a parceria do ex-senador e atual vice-prefeito da capital, a AAPPE atende hoje mais de 500 autistas em suas unidades, uma vez por semana, com suporte multidisciplinar para crianças, jovens e adultos. O trabalho é realizado por meio do Programa PRONAS TEA, que possui assistência especializada para os pacientes e suas famílias. Além disso, a instituição tem a única Sala Multissensorial 6D do Estado, tecnologia inovadora que auxilia no desenvolvimento sensorial e terapêutico das crianças, além das terapias convencionais, atendimento 100% SUS e com encaminhamento via unidades de saúde de Maceió.
Interior do Estado
Também com unidades nas cidades de Barra de São Miguel, Penedo e Santana do Ipanema, a AAPPE possui atualmente uma fila de espera em torno de 400 pessoas com autismo para serem tratadas.
“Aqui, temos especialistas em terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, assistência social entre outros, serviço que proporciona às pessoas com TEA receberem atendimento multidisciplinar e completo, que vai desde a reabilitação até o encaminhamento para o mercado de trabalho, garantindo inclusão social. Hoje contamos com crianças a partir dos três anos, e a demanda para chegar até aqui é enorme, mas com o apoio imprescindível de pessoas como Rodrigo Cunha a gente tem tido sucesso no trabalho”, destacou Ana Paula Bassoli, coordenadora da AAPPE.
Um dos exemplos dentro da instituição de crianças que têm conseguido melhoras significativas com o tratamento multidisciplinar é do pequeno Davi Lucas, de 7 anos. Autista não verbal, o menino foi levado pelo pai Romildo Martins, que é surdo, para ser cuidado. Com a ajuda de intérprete de libras da própria AAPPE, Romildo explicou como está o filho depois que foi acompanhado pelos profissionais da associação.
“Eu e minha mãe, estamos muito felizes e esperançosos que o Davi vai seguir evoluindo como tem acontecido. Antes de vir aqui para a AAPE ele era um menino retraído, não se comunicava de forma alguma e era bastante agressivo. Hoje, com o tratamento, está bem melhor e temos ensinado a ele libras para que a gente se comunique”, revelou o pai do menor.