Alagoas foi o único estado do Brasil a registrar um desempenho negativo na geração de empregos formais em fevereiro, conforme aponta o balanço do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o levantamento, Alagoas não gerou novas vagas formais no mês de fevereiro, mas perdeu 5.471 postos de trabalho, resultando em um saldo negativo. Em contraste, o Brasil como um todo fechou o mês com 431.995 novos empregos com carteira assinada, marcando o maior saldo mensal desde o início da nova série histórica do CAGED, que começou em 2020.

O resultado de fevereiro foi impulsionado por 2.579.192 admissões e 2.147.197 desligamentos. No acumulado do ano, o Brasil gerou 576.081 novos empregos. Já nos últimos 12 meses, o saldo positivo foi de 1.782.761 postos de trabalho.

"Com exceção de Alagoas, todos os estados apresentaram resultados positivos na geração de empregos no mês de fevereiro. Em termos absolutos, São Paulo foi o estado que criou o maior número de postos de trabalho, com 137.581 novas vagas, seguido por Minas Gerais (52.603) e Paraná (39.176). Por outro lado, os estados com os menores saldos foram Alagoas, com a perda de 5.471 postos; Acre, com 429 novas vagas; e Paraíba, com 525 novos postos", informou o Governo Federal.

Em termos relativos, os estados com as maiores variações na criação de empregos em relação ao estoque de janeiro foram Goiás, com 20.584 novos postos e uma variação de 1,30%; Tocantins, com 3.257 postos e variação de 1,25%; e Mato Grosso do Sul, com 8.333 novos postos e uma variação de 1,24%.

O setor de serviços liderou o crescimento de empregos formais em fevereiro, com a criação de 254.812 postos, representando uma variação de 1,1% em relação a janeiro. A indústria gerou 69.884 postos (0,78% de variação), o comércio criou 46.587 postos (0,44%), a construção gerou 40.871 vagas (1,41%) e a agropecuária criou 19.842 postos, com uma variação de 1,08%.