O pai de uma jovem da cidade de Coité do Nóia, no Agreste alagoano, denunciou nas redes sociais, nesta terça-feira (1º de abril), que a filha foi dopada, agredida e estuprada e que sofreu graves danos neurológicos. O crime aconteceu em dezembro do ano passado, em uma chácara, no Povoado Poção, em Arapiraca, também no Agreste do estado.
Segundo a família da vitima, ela foi levada da casa de uma amiga até a chácara, na zona rural de Arapiraca, que é de propriedade da família do suspeito, que tem 18 anos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Domingos Alves, pai da jovem identificada como Daniela, 19 anos, conta que ela luta para se recuperar de sequelas graves geradas pela violência que sofreu. "Minha filha dirigia carro, dirigia moto, e hoje não faz nada disso. O cabelo dela foi cortado na emergência por conta do sofrimento que passou. Foi brutalmente espancada, ficou cinco dias em coma, quatro na UTI, e veio para casa usando fraldas e cadeira de rodas", relata o pai da jovem.
O pai de Daniela diz, no vídeo, que o que a família quer é justiça, pois o crime aconteceu há quatro meses e, mesmo com provas e laudos médicos, o suspeito do crime não foi preso.
"O que a gente quer é justiça. Vai fazer quatro meses e ele está solto. A gente tem todas as provas de que o crime aconteceu. Os laudos médicos confirmaram estupro com agressão física e que houve asfixia. Ela está sendo tratada por vários profissionais, passou um tempo em cadeira de rodas. Não é fácil. Que pague pelo crime que ele cometeu”, diz seu Domingos em outro trecho do vídeo.
De acordo com as investigações, Daniela e o suspeito, que é filho de um empresário, dono de uma loja de veículos, em Arapiraca, já se conheciam, estudavam juntos. O crime aconteceu no dia 6 de dezembro de 2024. A vitima ficou hospitalizada e recebeu alta após 19 dias. Exames médicos constataram múltiplos hematomas pelo corpo da jovem, além de sinais de trauma físico e privação de respiração, o que resultou em comprometimento cerebral.
Ainda segundo o pai de Daniele, o laudo toxicológico revelou a presença de substâncias como diazepam, feniotína, haloperidol, nordiazepam e prometazina no organismo dela.
Também nesta terça-feira (1º), o pai do suspeito, conhecido como Dedé Motos, divulgou um vídeo, onde aparece ao lado do filho, negando o crime. O suspeito não se pronuncia no vídeo.
O pai do rapaz conta que a jovem já havia saído com seu filho uma outra vez, em novembro de 2024, e que no segundo encontro ela teria passado mal durante o ato sexual. O homem conta que seu filho socorreu a jovem e que deu assistência.
A Polícia Civil segue investigando o caso e o Ministério Público Estadual (MPAL) acompanha o inquérito.