Ela não deve ter nome, porque a imprensa a denominou de ‘servidora’, aliás feitos gigantes de mulheres , sempre são atropelados por  apagamentos sociais, acintosos.

Não sei seu nome, mas, a moça foi valente quando enfrentou  a autoridade autoritária:- Eu vou entrar!

A moça, vestindo rosa, se postou , em degraus da  escada, na frente do cabra e afirmou: Aqui você não  entra!

Era uma servidora pública no exercício das suas funções, defendendo o  espaço público, tendo o corpo como escudo. 

-Quem é você?  falou o cabra, abrindo caminhos,  com  palavras cortantes.

E, a moça  devolveu a pergunta, respeitosamente, jocosa:- E, quem é você?

E depois de muitas palavras voadoras, desaparta daqui, desaparta dali e o cabra, decididamente, não adentrou, onde queria entrar.

Foi-se!

Eita, mulher de coragem, a  servidora pública.

Maria Bonita?!

Eita, Alagoas!

São as águas de março deixando verão… diz a música