A radiofonia de Arapiraca e Palmeira dos Índios sofreram profunda tristeza com a notícia da morte do radialista Edvaldo Silva, 64 anos, o comunicador lutou pela vida dez dias. Edvaldo Silva ficou internado no Hospital de Emergência do Agreste (HEA) e faleceu na madrugada do dia 16 de junho de 2020. O radialista é pai da assistente social Iza Castro que também faleceu em consequência das complicações provocadas pela Covid-19, 13 dias antes.

 

Edvaldo Silva trabalhava na comunicação radiofônica há 42 anos, iniciou a carreira na rádio Novo Nordeste AM na década de 80. Atuou como repórter externo, comentarista esportiva e foi âncora de programas jornalísticos de muita repercussão em várias rádios de Arapiraca e de outras cidades do interior de Alagoas. Seu último trabalho foi na rádio Sampaio FM de Palmeira dos Índios, no Agreste alagoano, onde atuou por 15 anos.

 

No meio radiofônico, o radialista era carinhosamente chamado de “Furão fantástico”, pela sua presteza e detalhes nos fatos editor-geral do Portal 7Segundos e também radialista Ângelo Farias, assim como todos os que o conheciam e tinham muito carinho por Edvaldo Silva, ficou consternado e prestou condolências ao filho de Edvaldo Silva, o jornalista Igor Castro, e a toda a família nesse momento de profunda dor.

 

“O rádio está de luto. É muito triste receber e ter que noticiar a morte de um colega de profissão, especialmente a do Edvaldo Silva, que era um dos veteranos no rádio de Arapiraca, e uma referência para mim como profissional. Cresci ouvindo-o, depois trabalhei ao lado dele na Novo Nordeste.

 

Na época ele era comentarista esportivo e eu um garoto iniciando nessa profissão que eu amo tanto. Edvaldo era sempre muito educado, paciente e com toda sua experiência, tinha uma enorme paciência em ensinar tudo que sabia sobre a comunicação no rádio”, desabafou emocionado o radialista Ângelo Farias.

 

A Assembleia Legislativa Estadual (ALE) em sessão solene prestou homenagem póstuma a Edvaldo Silva, vários parlamentares usaram da palavra destacando seu caráter, coragem e eficiência profissional na nobre missão de radialista.

 

*Este texto é parte integrante do meu livro Arapiraca Centenária – ontem e hoje que já está disponível para os leitores e será lançado em breve dias.