A cautela é justificável, mas não parece faltar disposição a Davi Davino.
Ele há de saber que, ao mirar o Senado Federal na eleição do próximo ano, ele pode antecipar o que se espera na disputa: a união de Calheiros e Lira para garantir a “posse” das duas vagas em disputa.
Imagina-se uma aliança subterrânea entre os dois gigantes – como houve entre Biu de Lira e Calheiros, em 2010 -, pré-candidatos a senador, para evitar o risco de que um “aventureiro” possa incomodá-los na briga hercúlea.
Esse incômodo personagem, eis o busílis, pode ser Davino, que teve uma votação impressionante ao Senado, em 2022, derrotando, em Maceió, Renan Filho, que concluía oito anos de mandato como governador.
Além de ter sido muito bem votado como candidato a prefeito da capital, em 2022, o ex-deputado, agora no Republicanos, ainda pode se apresentar como o “novo”, contra as velhas raposas.
“Eu só dei o primeiro passo”, diz ele.
A briga pelas vagas ficaria ainda melhor (sem contar Paulão, do PT).