Não que o deputado dependa do voto de opinião, que ele nunca teve por aqui.

Mas, objetivamente, o deputado Arthur Lira não tem nenhum apetite para assumir um ministério do governo Lula – Agricultura – para passar a ser “apenas” vitrine.

Se ele já era bastante criticado quando estava na presidência da Câmara Federa, como compensação tinha a grana das emendas parlamentares – hoje mais limitadas graças ao ministro Flávio Dino.

No governo, ele receberá mais cobranças sem ter, pelo menos no momento, como atendê-las. E ainda estará cercado de tantos não amigos.

O dinheiro que rende votos, bem sabe, não está no Palácio do Planalto.

Lira é daquela escola política dos que terceirizaram o suicídio.