Quando lançou , em 2023, junto ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz,   o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, Nísia Trindade , a ministra foi  emparedada pelo conservadorismo político.

Muitas e tantas vezes foi  convidada,  por essa gente, que impõe desimportância extrema  às políticas públicas de saúde antirracistas e diversas, a dar explicação sobre o Programa  Nacional, que criou rupturas no perpétuo conservadorismo na pauta.

" É meta da nossa gestão fazer com que esse Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS, que tem parceria com a iniciativa privada, seja ferramenta de diálogo para combater as desigualdades, com Equidade de gênero , raça e etnia'.- afirmou Nísia

Em sua gestão criou a Assessoria para Equidade Racial ligada ao gabinete e coordenada pelo  doutor em sociologia, o paulista, Luís Eduardo Batista.

Escolheu  uma equipe compromissada , humanizada e estratégica para a  Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES). 

A SGTES comandada pela dinâmica, Isabela Cardoso Pinto, um pilar fundamental para que as ações do Programa  se transformassem em diálogos com os estados, do país continental..

A partir do exercício,  com o  Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, o Ministério da Saúde  promove, desde 2023,  esforços institucionais , a partir de escutas, oficinas, encontros regionais, para compreender a complexidade do racismo e tantas outras discriminações .

Estabelecendo pautas para  reverberar vozes insurgentes das populações invisíveis, revolucionou e agregou os ‘lugares de fala’.

O Programa Nacional , uma interpretação bastante única de politica pública antirracista, foi uma baita e salutar ousadia institucional da ministra, a primeira mulher em anos de história a ocupar a seletiva cadeira do ‘cobiçado’, Ministério da Saúde.

‘Saúde sem Equidade de Gênero e Raça não é Saúde’- dizia  a ministra, pondo o discurso em prática.

Esta ativista  preta alagoana, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas e parceira no Programa Nacional, em nome  do 1º Comitê de Equidade do SUS, em Alagoas, criado no país, fruto , pioneiríssimo, do Programa Nacional saúda todo empenho da ministra e aproveita o momento para perguntar:  Com Padilha, como fica o Programa Nacional de Equidade em Gênero, Raça e Etnia criado pela gestão,  Nísia Trindade?

Você vai fazer muita falta, ministra.

Obrigada!

Seja bem vindo, ministro!