Nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, faz 93 anos, que as mulheres brasileiras passaram a ter o direito legítimo de votar e escolher representantes políticos.

É o Dia Nacional da Conquista do Voto Feminino.

E essa conquista está intrinsecamente ligada à  história, atuação de umas primeiras mulheres negras na política brasileira, determinada e sagaz, que ao lado da bióloga,  Bertha Lutz se fez uma peça fundamental na construção do processo de dar poder e voz às mulheres, na política.

Estamos falando da maceioense, Almerinda Farias Gama, sufragista,  ícone na luta pela garantia do voto feminino 

Em 2024, o Programa Maceió é Massa Sem Racismo, do Instituto Raízes de Áfricas, junto com a Prefeitura de Maceió, promoveu o  resgate da memória da sufragista ancestral, com a colocação de uma placa no Parque da Mulher ( orla de Maceió) e a criação do Dia Municipal de Almerinda.

Como também o Coletivo de Jovens Pretas, uma ramificação do Coletivo de Mulheres Pretas Periféricas , no Conjunto Benedito Bentes II, parte alta de Maceió tem o nome da sufragista.

Coletivo de Jovens Pretas Almerinda Farias Gama.

E reconhecimento extra necessário!

Pobre. Preta. Nordestina, nascida em Maceió, em 16 de maio de 1899, Almerinda Farias Gama tem um monte  de histórias para contar. O  chato é que muitas delas, ao longo da historia, vem sofrendo  apagamento social, por conta do racismo explícito.

Lembre-se: se você é mulher, vota, e, é votada, Almerinda Farias Gama tem muito a ver  com essa  conquista/liberdade da feminina, portanto,

Celebre-a!

Salve!