Vitor Braga é professor universitário, Ana Júlia Braga, psicóloga.
Ambos brancos.
Rafaela Tenório e Cíntia Maria da Silva Santos formam um casal homoafetivo e interracial.
Uma branca , a outra negra.
Assim como ,os citados, tantos outros casais e pessoas diversas se fizeram presentes no Curso Psicossocial e Jurídico para Adoção, promovido pela 28a Vara Cível da Capital Infância e Juventude.
Tinha umas 50 pessoas, habilitadas à adoção, com suas histórias cheias de profundezas e expectativas.
E, esta ativista, Arisia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas propôs, a partir de desenhos preliminares, estabelecer um diálogo amplo, com um público diverso, despindo o estigma dos mitos e racismo arraigados ao imaginário popular
Discutir sobre a adoção de crianças negras e enfrentamento ao racismo.
‘A gente tem interesse em adotar uma criança, e pode ser negra. Eu e Ana sabemos dos inúmeros desafios e a fala da Arísia foi importante e abriu várias reflexões sobre adoção interracial.’- afirmou Vitor.
Crianças negras têm direito de conhecer suas origens, identidade, pertencimento, e a partir das memórias das famílias adotivas, reescrever sua história- redisse Arísia Barros
‘Temos um desejo imperativo de gestação e adoção, um desejo que eu e Rafaela, comungamos como possibilidade de amar uma criança, em todos os aspectos.’- falou Cintia Santos.
O Curso Psicossocial e Jurídico para Adoção, promovido pela 28a Vara Cível da Capital Infância e Juventude é um palco que envolve aspectos jurídicos, sociais e afetivos, e discutir racismo é um tema extra-necessário , apontou a assistente social, Jussara Pacheco Araújo, Coordenadora Técnica da 28ª Vara Cível da Capital- Infância e Juventude, o Curso Psicossocial e Jurídico para Adoção.
Esta ativista, Arísia Barros, esteve palestrante, ampliando o leque de experiências do coletivo.
Vitor, Ana, Rafaela e Cíntia, dois casais diferentes e uma proposta em comum: adoção negra.
Que bom!



