Oi, Mellina

Tudo bem?

Quero falar contigo do  Espaço Ubuntu , o  projeto que, em 2016, articulamos juntas, somando a iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas,  ao compromisso institucional do Governo do Estado, através da SECULT. 

Lembra?

A gente tanto focou na ação, organizamos um acervo miúdo, quantitativamente, no intuito de escolonizar o conhecimento, e em agosto de 2016 , o  projeto se transformou em uma realidade literária.

A secular Biblioteca Pública Graciliano Ramos, no Centro de Maceió,AL agregou em  suas pautas, das alagoanidades, o Espaço Literário  Ubuntu, que  nasceu com o propósito de ser um equipamento, de importância fundante para propiciar a estudantes e sociedade em geral  divulgação da cultura afro brasileira, um lugar de pesquisa para o letramento negro.

Nesta quarta-feira , 19 de fevereiro de 2025, esta ativista estava ali pelo entorno da Assembleia Legislativa  e decidiu visitar o Ubuntu.

E te confesso, Mellina fiquei um tanto borocochô.

 Em 9 anos o Espaço Ubuntu não teve nenhuma mudança, ou investimento  significativo, o banner tem rasgões e até o acervo de livros  está cada vez mais escasso. Permanece em uma única estante, e com muitos espaços vazios, nas prateleiras.

 Desaumentou.

Teve um tempo que conversamos com, o então secretário da Fazenda, George Santoro,  diga-se, de passagem,, um grande parceiro, desta ativista, na época , e ele propôs abrir um processo  para  compra de títulos.

Será que não é possível, hein?

Fala com a Renata Santos, a atual secretária da Fazenda.

Aos 9 anos, o  Espaço Ubuntu é uma importante ferramenta antirracista e precisa ser cuidado, secretária Mellina Freitas.

Cuida dele, Mellina!

Abraços desta ativista.

Ubuntu é um termo africano que quer dizer: ‘ Eu sou porque nós somos'.