Não é desconfiança, é apenas regra, dizem fontes.  

O governador Paulo Dantas (MDB) só renuncia ao cargo se o seu vice, Ronaldo Lessa (PDT), na mesma fila da justiça eleitoral, protocolar o seu pedido um segundo antes.

Contam que o vice-governador de Alagoas já teria sido procurado com uma proposta para deixar o governo e disputar um cargo eletivo (deputado estadual ou federal).

Mas a estrutura que teria sido ofertada não lhe atraiu. Muito menos a sua contraproposta agradou aos proponentes.

É que Lessa precisaria de muita estrutura porque, apesar de ser um político vitorioso, não mais tem base eleitoral nem apoio de prefeitos e parlamentares.

Pois bem, as renúncias teriam que ocorrer até 6 meses antes das eleições, ou seja, abril de 2026.  

E a  eleição para o mandato “tampão”, feita pela Assembleia, tem que ser realizada em até 30 dias após a vacância.

Paulo Dantas não tem nenhum problema em cumprir o mandato até o fim.

O ex-prefeito de Batalha nunca imaginou que seria governador-tampão eleito pelos deputados, em 2022 - no lugar de Renan Filho (MDB), que renunciou para concorrer ao Senado - e depois reeleito pelo povo.

EM TEMPO - Paulo Dantas, se deixar o governo, tende a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.