Os quilombos alagoanos são os mais pobres entre os pobres do Brasil todinho.
O que a gente não entende é que segundo os números oficiais, Alagoas é um estado que teve um crescimento de 6,50%, em dezembro de 2021, com resultado positivo em todos os setores, e por que cargas d´água esse fato não reverbera nos territórios remanescentes?
Na grande maioria dos quilombos alagoanos, a fartura é um grito de morte.
A infância e adolescência são marcadas pelo racismo, miséria e isolamento das comunidades, distantes das politicas públicas que geram qualidade de vida.
“Ser adolescente quilombola, é fazer enfrentamento toda hora contra o preconceito das pessoas, como também da falta de oportunidades. A gente não tem uma educação boa e tem também a dificuldade de emprego.”- diz a menina do Quilombo Lagoa do Algodão, em Carneiros, município alagoano.
Nos quilombos alagoanos, a juventude só estuda até o ensino médio, pois entrar no ensino superior ainda é algo difícil.
“Eu não queria ir embora, porque aqui é minha terra, mas, em São Paulo terei mais oportunidades.”- fala, a adolescente.
E o sol ,pegando fogo, ressaca o chão de terra batida do Quilombo no sertão do estado de Alagoas. o berço da resistência negra do país colonizado.
Pret@s, em Alagoas são estrangeir@s incômod@s.
Boa sorte, Gabi!