por Antonio Aragão (Tribuna de União)
Abandonada pelas autoridades e já despida em parte dos princípios éticos e morais além de ser render a uma minoria privilegiada economicamente, o povo de União dos Palmares continua cada dia sendo mais oprimido pelos ricos e portentosos, e embora alimente seu espírito de revolta, por conveniência ou medo prefere silenciar diante dos abusos cometidos no caso especifico desta matéria, por empresários que a titulo de ‘desenvolvimento’ (de sua própria economia) utilizam o bem público como se fosse o quintal de suas residências.
O visitante que procura o acesso viário pela BR-104, antes de chegar à cidade adentra a AL-202 que há muito perdeu a característica de rodovia e hoje é um trecho de eminente perigo tanto para pedestres como para motorista. O acostamento foi invadido por particulares que ou com cerca de arame farpada ou com construções irregularidades tomaram para si o bem público.
No mais, uma construtora e um empresário de transporte após extrair a areia dos rios Canhoto (Rocha Cavalcante) e Mundaú com gigantescas dragas e depositam o material na margem da rodovia onde diuturnamente existe o perigoso trafego de pás carregadeiras e caçambas com o terceiro eixo, danificando a já desgastada estrada que além do transito normal recebe peso para a qual não foi cadastrada através de caminhões que transportam barro e material de construção para um núcleo residencial.
Desta forma e utilizando o tradicional, o único prejudicado é o povo massacrado por tantas injustiças e desprovido de seus direito, graças à aquiescência do Poder Público. Afinal de contas, o fato é registrado no interior do Nordeste, onde contradizendo a afirma de alguns ‘estudiosos’ que nunca conheceram a realidade do interior alagoano, o coronelismo é exercido livremente. Quem fala, sofre retaliações. É melhor se expor ao perigo no transito do que falar determinadas situações. É o que prevalece em União dos Palmares chamada ironicamente de ‘Terra da Liberdade’.
Em nome do progresso (das contas bancárias de alguns setores), vale tudo até depredar o patrimônio público. Este é um dos retratos de União dos Palmares.
antonio aragão