O senador Fernando Collor de Mello (PTB) ressurgiu com todo poder no Senado e quebrou o silêncio que parecia caracterizar o mandato adquirido em apenas 28 dias de campanha e visitas a pouco mais de 60 dos 102 municípios.
A eleição de Collor em 2006 foi um marco histórico na política brasileira, por ter quebrado o tabu segundo o qual todo governador é senador em potencial.
Collor chegou ao Senado propondo o Parlamentarismo, mas sua fala não prosperou; ainda que a Constituição Brasileira seja uma cópia mal-feita da Constituição Parlamentarista Italiana, a tese não vai adiante pelo menos por enquanto.
Sem a receptividade à tese, Collor optou pelo recuo; optou por se afastar abrindo vaga para os suplentes - que são seus primos. Mas, o ex-presidente parece predestinado - ainda que tenha ressurgido na carona da nova "viagem" do senador Renan Calheiros - que está retomando o poder que lhe foi retirado à força.
A disputa no voto pela presidência da Comissão de Infraestrutura mostrou que o ex-presidente está disposto a alçar vôos mais altos. A Comissão lhe dá a chance de dialogar novamente com o País, sem a necessidade de se deslocar de Brasília - o que é mais importante; quem quiser tratar da liberação da verba do PAC, por exemplo, terá de ir a seu gabinete.
Falante, o senador reconheceu os erros cometidos quando era presidente da República e disse que não voltaria a cometê-los. E quais foram os erros que Collor considera mais graves?
1) O bloqueio da Caderneta de Poupança.
2) A falta de diálogo com o Congresso Nacional.
3) A ausência de uma bancada de sustentação.
4) O confronto com os empresários paulistas.
Collor anunciou que é candidato ao governo de Alagoas em 2010, mas, caros internautas, eu acho que ele será mesmo é candidato a presidente da República na condição de "franco atirador" - se perder retorna ao Senado.
O que os amigos internautas acham: Collor é candidato a governador ou a presidente da República?