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07/09/2010 - 07:20

Lula elege educação como maior legado de seu governo

R7

Durante a inauguração de obras no campus da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), no Rio Grande do Sul o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegeu a educação como o maior legado de seu governo. Lula não poupou críticas às gestões anteriores ao falar dos "notórios avanços" do setor no país ao longo dos oito anos em que esteve na Presidência.

O presidente disse que "desde o primeiro dia de governo" encomendou uma pesquisa para que se soubesse qual era a maior preocupação dos brasileiros.

- Todos foram unânimes, 100% da população disse que era preciso investir em educação. Mas 80% deles acreditava que nós não conseguiríamos fazer uma educação com qualidade

Lula afirmou que o momento pelo qual o Brasil passa é de mudança de mentalidade e de comportamento com relação à educação, e que tudo isso foi iniciado em seu governo.

Nos pouco mais de 20 minutos em que discursou, Lula disparou críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso, embora não tenha feito menção ao nome de seu predecessor. Ele afirmou ainda que a precariedade das universidades federais do País foram combatidas com êxito.

-No meu governo eu proibi que ministro meu dissesse que investir em educação é gasto.

Ao discursar, o ministro da Educação,Fernando Haddad, citou que a "interiorização e democratização" do ensino superior proporcionaram que o Brasil hoje tenha passado de 113 mil vagas em universidades federais para mais de 250 mil.

- Antes o orçamento do MEC (Ministério da Educação) era de menos de R$ 20 bilhões, hoje estamos em R$ 67 bilhões. Não se paga uma dívida de 100 anos em oito, mas muito foi avançado.

Preconceito

Sobre as ações realizadas na educação ao longo de seus dois mandatos, Lula disse que esse será o "mote" do próximo governo. O presidente disse que quem o suceder terá que se preocupar em "exportar conhecimento e inteligência" e que não poderá se contentar em ser líder em exportação de carne e de laranja.

Ele ainda afirmou que não democratizou apenas a educação, mas também o Palácio do Planalto.

- Antes só passava por lá banqueiro, príncipe, princesa, só realeza. Nós estabelecemos uma nova relação, catadores entraram lá e não foi preciso trocar de roupa. O preconceito é uma doença. Antes o País era governado para 35% da população. Mudamos essa lógica preconceituosa e perversa. Um dia o preconceito vai poder ser diagnosticado por ressonância magnética e alguém vai inventar uma injeção para tirar o preconceito da cabeça da pessoa.

 

Redação

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