Assessoria
Faltam profissionais qualificados para atender à demanda de crescimento da EAD no Brasil. Foi o que disse Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação a distância do MEC (Ministério da Educação), durante a primeira sessão plenária do 16º Congresso Internacional de Educação a Distância, realizada no início deste mês em Foz do Iguaçu, no Paraná. O investimento em mão de obra qualificada, segundo ele, é essencial para garantir a qualidade dos cursos oferecidos na modalidade a distância.
Ainda que a importância seja reconhecida pela comunidade acadêmica, Bielschowsky afirma que são poucas as instituições de Ensino que priorizam essa prática. "Para fazer educação a distância é preciso gastar. Não dá para cobrar mensalidade de R$ 100 e, ao mesmo tempo, assegurar a qualidade do Ensino", garante o secretário, que aponta a contratação de recursos humanos como um dos itens mais caros do processo. "EAD tem docência. É inevitável pensar em um sistema de Ensino sem a figura de um professor, mesmo que a distância".
A necessidade de capacitação de docentes também é reconhecida por Frederic Michael Litto, presidente da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). "Com o crescimento de 900% do setor nos últimos seis meses, foi preciso improvisar para atender a nova demanda. Profissionais que, mesmo sem experiência, tiveram que ser incorporados ao setor", explica. Para ele, no entanto, esse improviso segue até hoje. "Não por falta de profissionais qualificados, mas sim por falta de recursos privados e públicos", assegura.
A recomendação de Bielschowsky é que as instituições invistam na contratação de mestres e doutores com experiência acadêmica e científica. Mas, para Litto, não basta ter titulação. "A competência legal é diferente da real. Portanto, a EAD necessita muito mais de doutores. O setor está carente de profissionais que dominem o conteúdo das disciplinas e que, principalmente, conheçam o sistema de ensino a distância", enfatiza o presidente da ABED.
Além da qualidade da mão de obra, Bielschowsky ressalta a necessidade de manter uma quantidade de profissionais proporcional ao número de alunos. "A cada 50 estudantes é preciso ter um tutor presencial e outro a distância com dedicação de 40 horas semanais", recomenda.
EAD Senac
Além da tradição de mais de seis décadas de educação profissional, os cursos de pós-EAD Senac consolidam-se a cada dia como a melhor opção para quem busca aliar educação de valor reconhecido com a praticidade dos cursos à distância. O aluno estuda na sua hora, no seu lugar, com a qualidade Senac.
Os cursos da Rede EAD Senac de pós-graduação são desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar e têm uma proposta pedagógica única, que combina momentos de interatividade online com a utilização de várias mídias: DVDs, publicações, multimídias, programas de rádio. Toda essa tecnologia aplica a linguagem mais adequada aos temas tratados e confere uma dinâmica toda especial aos cursos. Nos cursos, a informação vem balizada por especialistas, com experiência e conhecimento reconhecidos, o que garante a excelência do aprendizado.
Redação
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