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“Tiago Lampião” era protegido por policiais e trabalhava por indicação política

Acusado foi preso após sete anos foragido


Por Karine Amorim - colaboradora

Thiago da Vera Cruz negou ter fugido

CadaMinuto

Preso na manhã desta quinta-feira (13) e encaminhado para a sede do Ministério Público Estadual (MPE/AL), Tiago da Vera Cruz, filho do ex-prefeito de Campo Grande, recebeu a ajuda de policiais militares para permanecer foragido durante sete anos. A informação foi confirmada pelo promotor Alfredo Gaspar de Mendonça.

De acordo com o promotor, Tiago estava utilizando o nome de Tiago Eduardo de Melo Castro e portava documento de identidade e Carteira de habilitação falsa no momento da prisão.  Alfredo detalhou que o acusado percorreu os estados da Bahia, Sergipe, Maranhão, e atualmente morava e trabalhava, por indicação política, na cidade de Recife, Pernambuco.

 À imprensa, Tiago afirmou residir em Maceió e disse ser inocente das acusações de homicídios. Segundo ele, os dois homicídios, que aconteceram no bairro do Eustáquio Gomes, foram cometidos e confessados pelo primo João Mendonça Pereira e Gustavo Henrique Cavalcante Bezerra, segundo Thiago. Os crimes aconteceram por motivos fúteis.

 “Eu estou sendo preso por um processo em que já há dois réus confessos. Os autores materiais do crime já foram identificados. Um deles é meu primo João Mendonça Pereira e o outro Gustavo Henrique Cavalcante Bezerra”, disse.

 Em relação à pena de 26 anos pelo crime de duplo homicídio, Tiago disse que é inocente. “Há dois autores materiais que confessaram os crimes, mas infelizmente, quando a polícia chegou a eles, eu já estava processado, então me deixaram sozinho no processo que resultou na minha condenação”.

 Questionado sobre a documentação falsa, o acusado afirmou que a utilizava por estar sendo perseguido. “Eu estava com os documentos falsos devido às circunstâncias. Fiz isso para proteger minha família e de uma eventual injustiça. Eu sou inocente”, afirmou.

Alfredo de Gaspar descartou a possibilidade de João Mendonça e Gustavo Henrique serem os autores do crime. “Thiago estava acostumado a cometer crimes e acusar outras pessoas em troca de fatores. Os autos são claro e o aponta como culpado”, afirmou Gaspar.

 

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