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Acusado do crime quebra o silêncio e revela o passado da vítima e sua família

Paulinho do Cartório falou sobre o passado de Diego, mortes de policial e de ex-vereador


Por Berg Morais

Paulo Teixeira, o "Paulinho do Cartório", é acusado pela morte de Diego Florêncio

Berg Morais

A poucos dias de acontecer o julgamento popular do caso que vitimou fatalmente o estudante universitário Diego Florêncio, os ânimos estão ficando acalorados entre defesa e acusação, ao se falar em declarações públicas. Antes mesmo de o caso voltar ao tribunal judiciário o embate entre família da vítima e acusados acontece fora dos meios jurídicos e ganhou destaque nos meios de comunicação.

Recentemente a família da vítima pediu o desaforamento do processo, alegando forte influência dos envolvidos na cidade de Palmeira dos Índios. Agora, um dos acusados quebra o silêncio e comenta fatos antes nunca revelados sobre o envolvimento da vítima e de sua família em confusões na cidade.

O júri aconteceria nos próximos dias caso não fosse suspenso pelo Tribunal de Justiça para apreciar o pedido de desaforamento feito pela família da vítima. Os familiares de Diego Florêncio querem que o julgamento não aconteça em Palmeira dos Índios.

Sentindo-se injustiçado e psicologicamente abalado pelas denuncias oferecidas por Leoneide Florêncio – mãe da vítima, o empresário Paulo José Leite Teixeira, o Paulinho do Cartório, procurou o repórter Berg Morais para contar sua versão dos fatos sobre o assassinato de Diego Florêncio e deixou uma carta como forma de desabafo.

Paulinho do Cartório negou envolvimento no crime e relatou ter sido amigo da vítima. No entanto, disse que Diego era um jovem problemático. “Ele tinha alguns sérios problemas de comportamento que eram agravados quando fazia uso de bebida alcoólica, inclusive chegando a ser preso por baderna”, revelou.

INVESTIGAÇÃO COMPROMETIDA

Paulinho do Cartório chegou a questionar o andamento das investigações, uma vez que parentes da vítima estavam envolvidos no desenrolar do caso. “Diego tinha dois tios delegados, tendo, inclusive, um deles acompanhado o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de um dos acusados. O outro era diretor de área na Secretaria de Segurança de Alagoas. É de se estranhar que delegados de polícia com cargos de direção participem de investigações de crimes que envolvam seus parentes”, indaga.

Um primo de Diego que era Policial Civil teria, também, influenciado nas investigações.  “Hermanes conduziu, em várias ocasiões, as investigações policiais, indo, juntamente com agentes de polícia, buscar testemunhas e ameaçá-las em casa (como pode um bandido condenado há mais de 50 anos de cadeia por roubos, assassinatos etc. fazer papel de polícia?)”, indaga.

DESPREPARO EMOCIONAL

Leoneide Florêncio teria acusado o então juiz do caso, Luciano Andrade de Souza, de ter sido comprado pelos acusados, o que resultou em ação judicial em seu desfavor. “O magistrado impetrou um ação que culminou com a condenação da referida senhora ao pagamento de uma indenização de R$ 10.000,00 a título de dano moral”.

PRIMO E TIO DE DIEGO ASSASSINADOS

Outro questionamento feito por Paulinho do Cartório é sobre o testemunho dado por Leoneide Florêncio em entrevistas à imprensa em nunca falar o nome do primo e do tio de Diego que foram assassinados. “o primo se chamava Hermanes Soares de Carvalho, conhecido policial que integrou a gangue fardada, tendo sido condenado há mais de 50 anos de prisão pelos mais variados crimes. Cumpriu dez anos de prisão por assaltos a mão armada, assaltos e morte de caminhoneiros, assalto ao caixa do Banco do Brasil, dentre outros inúmeros delitos, inclusive ameaças públicas a delegados de polícia e policias”, relatou.

“O tio se chamava Manoel Marques Luz, ex-vereador e conhecido por todos em Palmeira, pois respondia a processo por roubo de gado, falsificação de documento público, emissão de cheques sem fundos e estelionatário, acostumado a lesar inocentes em todo tipo de atividades ilícitas”. De acordo com Paulinho do Cartório essas são as razões que fazem com que o nome dos mesmos não sejam citados em entrevistas prestadas por Leoneide.

 A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA DA VÍTIMA NA CIDADE

Em tom contundente, Paulinho do Cartório diz que as alegações da mãe da vítima sobre a influência dos acusados na cidade é falsa. Ele confirma que Leoneide, sim, tem real influência econômica e política em Palmeira dos Índios.

“Ela tem um genro que é vereador e presidente da câmara municipal da cidade, ligado há mais de 10 anos ao grupo do atual prefeito e afilhado político de um deputado da terra. Tem um irmão que é procurador jurídico da Câmara Municipal, tem uma filha enfermeira que exerce cargo de chefia no hospital, tem primos dentistas, tem primos delegados, tem primo juiz, seu esposo é médico do setor de emergência do único hospital da cidade, sendo mais do que certo de que é ela quem exerce forte influência econômica e política na cidade”, constata.

Por fim, Paulinho do Cartório lamenta tornar essas declarações públicas, mas acreditou necessário por conta da pressão psicológica e moral que vem sofrendo. “Torço para que chegue logo o dia em que o verdadeiro assassino de Diego apareça e pague pelo mal que fez. Somente assim me livrarei do martírio que venho sofrendo junto com minha família há vários anos, humilhações, injúrias, mentiras, calúnias”.

 

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