Postado em 19/11/2012 às 05:52 por Redação em Polícia

Delegado afirma que não é necessário esperar 24 horas para prestar queixa

Por Redação

Delegado Robervaldo Davino

Teresa Cristina - Arquivo

Os desaparecimentos da jovem Jéssica Maria da Silva, 21, no município de Porto Calvo, e da estudante Roberta Dias, em Penedo, chamaram a atenção da população para episódios semelhantes ocorridos em todo o estado devido à grande divulgação. Diferente dos casos de Jéssica e Roberta, outras pessoas desaparecem e ficam no anonimato, sem que haja algum tipo de divulgação na mídia.

Em alguns dos acontecimentos, a própria família tem receio tem informar o desaparecimento por não saber se sequestro. Diante dos acontecimentos, o CadaMinuto ouviu o delegado Robervaldo Davino para falar sobre as medidas a serem adotadas no caso do sumiço de um parente. 

Segundo o delegado, ao perceber a ausência do familiar, por um longo período, diferente da rotina do dia-a-dia, a primeira medida a ser tomada é o contato com a Polícia. Ao contrário do que foi visto no caso da estudante Bárbara Regina, onde suas fotos começaram a circular nas redes sociais poucas horas depois de a família notado o sumiço da jovem, Davino recomenda cautela antes da divulgação. 

“É sempre bom evitar a divulgação imediata, pois alguns desaparecimentos podem estar relacionados a sequestros. Essa divulgação pode prejudicar muito na localização da vítima e até mesmo na sua integridade física”, colocou o delegado.

Davino afirmou que os familiares não precisam esperar 24 horas para prestar queixa sobre o desaparecimento. “Não é necessário esperar tanto tempo. Isso foi um costume que colocaram”, destacou ele, acrescentando que nesse primeiro momento a própria família pode ajudar na localização entrando em contato com amigos e pessoas mais próximas. 

As informações sobre o desaparecido são de fundamental importância para que seja traçada uma linha de investigação e chegar à localização da pessoa o mais rápido possível. “Cada detalhe é importante, se ela tem namorado ou casado, amigos próximos, rotina, trabalho. Enfim tudo que posso ajudar”, afirmou. 

Os casos 

Jéssica Maria da Silva desapareceu no final de outubro deste ano, no município de Porto Calvo, após sair de casa informando que iria à cidade de Maragogi visitar uma amiga. Há onze dias familiares e amigos não tem noticias da jovem. A mãe, Risalva Alves da Silva afirma que o sumiço da filha pode ter sido devido o termino de seu casamento com o pastor José Vicente de Santana. O ex-marido, segundo os familiares, seria uma pessoa muito agressiva e ciumenta. 

Roberta Dias

A estudante Roberta Dias estava grávida de dois meses quando foi vista pela última vez, no município de Penedo, no dia 11 de abril. Ela retornava de uma consulta médica no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), junto com uma amiga. À época, a amiga da jovem relatou que Roberta disse que iria encontrar o namorado, antes de voltar para casa.
Desde então, a família não teve mais nenhuma informação sobre a jovem.
 

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  • predadorpt2010

    Sergio vc deve ser pernambucano,esses caras da sua terra que estão em Alagoas só sabem fazer HC e mais nada.

  • artur

    Dr. Robervaldo Davino, Alagoas é testemunha do seu trabalho e confia em sua atuação. Fora os desaparecidos e o crime do Junior da CEA em Santana do Ipanema, como anda, ja concluio? Enquanto as leis forem favoráveis a bandido ficará cada dia pior.

  • sergio

    essa turma de delegados alagoanos são umas verdadeiras laseiras,o unico que escapa chama-se JOBSON CABRAL esse sim é linha de frente e não tem papa na lingua. é irmão de politico más é do povo.