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Venda ilegal de anabolizantes gerava R$ 1 milhão, diz Polícia Civil

273 frascos de potenay foram encontrados


Por Redação

Material apreendido

Divulgação

Uma operação comandada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) desarticulou, na tarde de ontem (12), um esquema de venda e aplicação de anabolizantes em Maceió. Cinco pessoas foram presas em flagrante, em uma residência localizada no bairro do Ouro Preto. Centenas de frascos de anabolizantes e de seringas foram apreendidos, além de R$1 mil em espécie.

Uma denúncia anônima levou a polícia até a casa, que funcionava como um ‘hospital clandestino’ na Rua Camaragibe. No momento em que a polícia chegou ao local, três homens estavam supostamente injetando os anabolizantes. Os três foram encaminhados para a Central de Polícia, no bairro do Prado onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e, em seguida, os acusados foram liberados.

Já os donos do depósito, Luania Nunes da Silva e José Alberto dos Santos, foram autuados em flagrantes com base no artigo 273 do código penal, que considera como crime falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. O casal confessou o crime, mas alegaram que todo o produto apreendido era para consumo próprio.

De acordo com o delegado Jobson Cabral, uma denúncia anônima levou a polícia até o local. “Foram mais de 20 dias analisando toda a movimentação. Infelizmente encontramos um sargento do CB e um agente penitenciário realizando esses procedimentos ilegais. Mesmo com pouco efetivo, a polícia está nas ruas fazendo o seu trabalho. Não vamos omitir nenhum nome e a população pode está certa que sempre iremos trabalhar para o povo”, afirmou o delegado.

Dentro da residência a polícia apreendeu 273 frascos do anabolizante potenay, 400 seringas, caixas de algodão, agulhas, além de R$1.049,50 em espécie e vários relógios importados. Ainda segundo a polícia, no local havia uma agenda com os nomes e contatos dos usuários, além de toda a contabilidade.

Conforme o delegado, entre 31 de agosto até o dia 10 de setembro, pelo menos 297 pessoas estiveram no local. Durante os quatro anos de funcionamento, o ‘depósito’ movimentou aproximadamente R$1 milhão.

A operação contou com policiais civis e militares, além dos delegados Jobson Cabral e José Carlos Reis.

Outro caso

De acordo com delegado José Castelo Branco, Luania Nunes da Silva foi casada com o sargento Afonso do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) que foi assassinato. Ele fazia o uso de anabolizantes e, segundo o delegado, a sua esposa Luania, deu continuidade aos ‘negócios’.


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