Enfermeiros e odontólogos do Programa de Saúde da Família (PSF) de diversos municípios alagoanos pararam – após assembleia deliberativa – as atividades, no último dia 23 de janeiro, em protesto ao salário pago por diversas prefeituras do Estado. Eles pedem o reajuste salarial no valor de R$ 10.040,00 para as duas categorias. Em algumas situações, os prefeitos pagam apenas R$ 1.250,00.

Na manhã desta segunda-feira (30), o vice-presidente do sindicato dos enfermeiros de Alagoas, Wellington Monteiro, reuniu na porta da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) membro dos sindicatos. Eles tentam agendar uma reunião com o presidente da AMA, Palmery Neto.

De acordo com Monteiro, apesar da paralisação, alguns prefeitos sensibilizados com a problemática já se mostraram favoráveis ao diálogo. “Em 24 municípios, o diálogo se encontra aberto com os respectivos gestores. Vamos continuar atendendo com 30% do pessoal em algumas regiões. Não podemos deixar a população na mão”, informou.

Ainda segundo o vice-presidente, o reajuste salarial se faz necessário diante da luta por dias melhores que se arrasta deste de 2001. “Estamos há anos com o salário defasado. É imperativo que os prefeitos assistam com atenção todos os membros do PSF”, declarou. Desde setembro passado, os enfermeiros lutam por melhorias salariais e, também, de condição de trabalho. Apesar da mobilização, o presidente da AMA não se encontrava no prédio e outra data será marcada para receber os membros do PSF.