por Roberto Vilanova
O imperador Pedro II era um homem dedicado às ciências e atualizado; ele se correspondia com cientistas e foi assim que surpreendeu o presidente dos Estados Unidos, que o convidou para uma feira industrial na Filadélfia, e viu a intimidade do imperador brasileiro com Gran Bell – que alguns rotulavam de louco por anunciar um aparelho “que falava e ouvia” à distância.
Ao avistar Pedro II, o “louco” do Gran Bell sugeriu que ele testasse o aparelho – que era o telefone. E vem daí a célebre frase do imperador brasileiro, em inglês fluente:
- My God! Its take! ( Meu Deus! Isso fala! )
O Brasil deve a Pedro II a Botânica, a Comunicação e Telefonia, a Metalurgia, as Artes Plásticas, a Economia, enfim, deve o protótipo de nação.
Pois bem; este homem que numa feira industrial nos Estados Unidos se transformou na primeira autoridade a atender uma ligação telefônica no mundo, e ainda mais feita pelo inventor do telefone, também era capaz de estar em Piranhas, no alto Sertão alagoano.
E isto no século 19!
Nos contatos com os cientistas com os quais se correspondia em vários idiomas, o imperador Pedro II soube dos projetos de geração de energia elétrica a partir de cachoeiras dragadas nos rios. Uma delas, especificamente para o Nordeste, era a cachoeira de Paulo Afonso Viveiros – o nome do dono das terras naquela região entre Alagoas, Bahia e Pernambuco.
Lá, sô o esmo da caatinga. Nada havia para acomodar o imperador e mesmo assim ele foi. Saiu do Rio de Janeiro, passou por Maceió, entrou no Rio São Francisco na direção de Penedo e seguiu até Piranhas – que é o ponto final da navegabilidade do São Francisco, a partir da foz.
Entre Piranhas e Petrolândia-PE, que se chamava na época Jatobá, não dá para navegar pelo São Francisco e o imperador Pedro II autorizou a construção de uma ferrovia ligando as duas cidades e, conseqüentemente, os dois estados.
A ferrovia, com 100 quilômetros, foi construída em 1 ano. Depois de tanto tempo operando, em 1964 foi desativada sob a alegação de que dava prejuízo, e pode voltar a receber o trem, hoje, porque a obra foi bem feita.
Hoje, quando se comemora em Piranhas a possibilidade da volta da ferrovia, ainda que com finalidade turística, é o momento de reverenciar a memória daquele que foi mais que um brasileiro ilustre. Foi também um visionário.
Viva o Imperador Pedro II!
muito bom seria se o dinheiro pra esse lástimável fosse, viesse meu caro pra o homem da roça, não queremos trêm queremos irrigação e água pra beber, ora turista venha aqui no sitio de piranhas tomar agua barrenta,turismo é pra quem pode pagar o trêm , investimento sustentável é comida na barriga.
muito bom seria se o dinheiro pra esse lástimável fosse, viesse meu caro pra o homem da roça, não queremos trêm queremos irrigação e água pra beber, ora turista venha aqui no sitio de piranhas tomar agua barrenta,turismo é pra quem pode pagar o trêm , investimento sustentável é comida na barriga.
O que a imprensa não diz , é que só UM vagão , o do motorista funciona, e NADA MAIS, tem muita grana dos braileiros alí, e unico objetivo é promover não o turismo , ma os coroneis que alí mandam e dismandam.E mesmo quando funcinar , só são 12,50 km,muita festa pra nada. ABSURDO.
Na verdade ROBERTO dom pedro disse: "My god, this thing talks".
Jamais dom pedro diria My god it´s take. Ok?
AO INVES DE GASTAR O DINHEIRO PUBLICO PENSANDO SÓ EM TURISMO,OS POLITICOS DEVIAM PENSAR MAS ALTO.JÁ QUE O GOVERNO NÃO TEM ENTERESSE, OS PREFEITOS DE PIRANHAS,OLHO D´DO CASADO E DELMIRO,DEVEM AMPLIAR A FERROVIA ATÉ SUAS CIDADES COM ISSO ALAVANCARIAM DE VEZ O PROGRESSO DAQUELA REGIÃO.
GRANDE INICIATIVA DA PREFEITA MELLINA E DO SENADOR BIU LIRA, FAZ LEMBRAR D.PEDRO II. MAS A PREFEITA MELLINA PRECISA TERMINAR AS OBRAS INACABADAS E PRESTIGIAR O EMPRESARIADO LOCAL, PAGAR EM DIA SERIA UMA BOA AÇÃO ASSIM COMO FAZIA PEDRO II.
Quem dera nossos atuais políticos fossem gestores técnicos e não meramente politiqueiros! Espero que a Maria Fumaça volte a circular de verdade, testemunhando um passado que pode se tonar presente e quem sabe, restabelecer um futuro promissor!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.