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Postado em 12/01/2012 às 11:15 por Roberto Vilanova em BlogBlog do Bob

Cícero Almeida entre a cruz e a espada, está pensando...

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por Roberto Vilanova


A disputa pela Prefeitura de Maceió está embolada e pode protagonizar a repetição da história com desfecho inverso.

O efeito inverso da repetição da história teria – ou terá - pelo menos um dos três personagens da história antiga na disputa este ano.

Vamos explicar:

Na década de 1990, Ronaldo Lessa se elegeu prefeito se aproveitando da brecha aberta com a disputa entre Teotônio Vilela e o saudoso José Bernardes – que, na realidade, possuíam as mesmas origens políticas e bases coincidentes.

Se, na eleição este ano, acontecer de:

1) A esquerda lança dois candidatos.
2) O deputado Jeferson Moraes entra na disputa.
3) O deputado federal Rui Palmeira sai candidato.
4) O prefeito Cícero Almeida, finalmente, se decide.


As quatro combinações dos fatores ou apenas dois deles, que seria a união de Rui Palmeira com Jeferson Moraes, fariam – farão – a diferença na eleição.

Na hipótese da união de Rui com Jeferson, o resultado seria igualmente a união do eleitorado da classe média com a periferia e o maior prejudicado seria – será – Lessa.

E isto sem contar ainda com o prefeito Cícero Almeida – que ficou entre a cruz e a espada; Almeida não sabe se segue o senador Renan Calheiros ou o deputado federal João Lyra.

Aliás, Almeida ainda pensa em largar tudo e disputar a eleição para vereador porque ficar dois anos sem mandato é uma eternidade.

Chegaria à Câmara com uma votação estupenda e se elegeria presidente da Casa. Nessa condição, os dois anos até a eleição majoritária de 2014 passariam sem que sentisse.

Até o prazo para se desincompatibilizar, que é final de março, tudo pode acontecer. Só não pode é o prefeito Cícero Almeida ficar na indecisão.


É Mosart Amaral ou não é?

É, mas fale baixo que é para o deputado João Lyra não ouvir.

É João Lyra ou não é?

É, mas fale baixo para o senador Renan não ouvir.

Agindo assim Almeida está ampliando o fosso que cavou para si e que o impediu de sair candidato a governador em 2010.

Almeida diz que abriu mão da candidatura a governador em 2010, mas é bravata. Como ele poderia disputar o governo do Estado sem legenda? O PP já havia decidido em convenção que a disputa majoritária seria apenas para o Senado.

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6 comentários

  • VALCIR

    Há 4 meses

    Não vou pra urna dar atestado de burro. Só vou pra urna votar em um candidato sério, honesto, que conheça os problemas de Maceió e saiba como lidar com eles. Estou falando de Dr. Mozart Amaral. Não podemos pensar em outro nome.

  • Francisco Maranhão

    Há 4 meses

    O PREFEITO CICERO ALMEIDA,SABE QUE O MAIS EM PORTANTE E QUE O POVO ESTA AO LADO DELE,POR ELE,HOJE SER O MELHOR PREFEITO QUE MACEIO JÁ TEVE E AQUELE QUE TEVE O SEU APOIO TERÁ O APOIO DO POVO.

  • M. Almeida

    Há 4 meses

    Não vou comentar a respeito de nosso prefeito corrupto, quero apenas enviar esse link que é pertinente à situação do judiciário brasileiro (e por aqui?):http://www1.folha.uol.com.br/poder/1033550-coaf-aponta-operacoes-atipicas-de-r-855-mi-de-juizes-e-servidores.shtml

  • Gustavo

    Há 4 meses

    Estou pleno de certeza pois igual maceió esta sendo tocada só com a continuação de Mosart Amaral mesmo o cara trabalha bem

  • Alexandre Fernandes

    Há 4 meses

    O Ciço acha que tera uma votação gigante,eu duvido!Até porque os aliados dele,a maioria tem candidato,eleição proporcional é diferente,veja a Katia,Sexta Feira,Pedro Vieira e outros que tentaram.Depois,onde vc ouviu dizer que pq foi o mais votado,vira presidente?É outra eleição,são outras costuras.

  • sergio

    Há 4 meses

    Bob, essa foi uma das suas melhores postagens! Você disse: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Contudo, friso que há um fato importante: Rui Palmeira é candidato natural (pois, ainda não faz campanha) e já tem 17% do eleitorado definido. A classe média pela 1ª vez definirá eleição.

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.