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Postado em 11/01/2012 às 03:00 por Redação em Empregos e ConcursosEducação

Escolas alagoanas têm projetos selecionados em Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

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por Agência Alagoas

foi uma das selecionadas

Quatro unidades da rede pública estadual tiveram seus projetos selecionados entre os finalistas da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). As escolas Izaura Antônia de Lisboa (Arapiraca), Nossa Senhora da Conceição (Lagoa da Canoa), Humberto Mendes e Graciliano Ramos (ambas em Palmeira dos Índios) vão representar Alagoas no evento, que é realizado pela Universidade de São Paulo (USP) e tem como objetivo expor pesquisas desenvolvidas por estudantes de todo o Brasil. Além das quatro escolas estaduais, a delegação alagoana na feira também conta com a presença do Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

 

Seis projetos da rede pública alagoana foram selecionados para a feira: quatro na área de Química, um na categoria de planejamento urbano e outro no segmento História. Este ano, mais de dois mil estudos foram inscritos no evento, que ocorre de 13 a 15 de março em São Paulo.

 

Química

Os projetos de Química selecionados para a Febrace têm como temas a extração dos corantes naturais amarelo e azul dos frutos verdes do jenipapo; métodos de utilização das folhas da taioba para combater larvas e mosquitos da dengue; o corante alimentício natural extraído das flores vermelhas do hibisco e obtenção do óleo de coco por meios alternativos de baixo custo. Os dois primeiros são da Escola Izaura Antônia de Lisboa e os últimos, da Escola Nossa Senhora da Conceição.

 

Todos os projetos são orientados pela professora Nadja Alves, que leciona Química nas duas escolas. A educadora é uma veterana em mostras científicas: desde 2010, expõe seus trabalhos na Febrace e, no ano passado, levou estas mesmas pesquisas para a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), no Rio Grande do Sul.

 

Em 2012, dos seis projetos de Química selecionados na região Nordeste, quatro são de Nadja. “Estar entre os finalistas do Febrace nos traz muito orgulho, pois trata-se de um evento de grande porte e com critérios de seleção muito rigorosos”, comemora a professora.

 

Ela conta que a participação dos estudantes em mostras científicas traz vários benefícios ao desempenho em sala de aula. “Como têm que produzir relatórios, eles melhoram muito a sua redação. Além disso, eles aprendem regras de metodologia científica, o que será muito útil na universidade”, aponta.

 

Palmeira dos Índios

 

As duas unidades de Palmeira dos Índios enviaram projetos na área de ciências humanas. A Escola Humberto Mendes vai abordar a acessibilidade nas unidades de Palmeira dos Índios, enquanto a unidade Graciliano Ramos apresentará um estudo acerca da obra do escritor alagoano que dá nome a escola.

 

O orientador da pesquisa sobre acessibilidade, Edmílson Silva de Sá, explicou que a ideia dessa iniciativa é levar acessibilidade a todas as escolas da cidade. “Queremos sensibilizar as pessoas a respeito dessa necessidade e mostrar os avanços que já temos na escola Humberto Mendes para os cadeirantes”, adianta.

 

Ele relatou que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no Censo do ano 2000, Palmeira dos Índios, à época, tinha cerca de 12 mil pessoas com algum tipo de deficiência. “Deste montante mais ou menos 500 pessoas são cadeirantes”, revelou.

 

Já a Escola Graciliano fará um releitura da obra do Mestre Graça por meio de fotografias, destacando a sua importância social, política e histórica para Palmeira dos Índios e Alagoas.

 

“É muito importante pesquisarmos sobre a vida de Graciliano Ramos, que por muitos anos viveu em nossa cidade. Além disso, por meio da pesquisa, queremos fortalecer o orgulho da nossa identidade alagoana, evidenciando aquele que é um dos maiores valores do nosso Estado”, destaca a diretora adjunta da unidade escolar, Angélica de Cássia.

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