Esqueci! Tem também o professor da Ufal assassinado numa falsa tentativa de assalto na rodovia entre Olho D´Agua das Flores e Santana do Ipanema.
por Roberto Vilanova
Sobre a propalada escalada da violência em Alagoas, quatro notícias chamam a atenção pelo caráter peculiar que mostra as três faces da violência no Estado.
A primeira face:
Já não se fala mais sobre o plano para matar os deputados Maurício Tavares e Dudu Holanda; sabe-se agora que a notícia foi uma “denúncia anônima falsa”, mas, pelo sim, pelo não, os deputados decidiram reforçar a guarda e mudar radicalmente os hábitos.
Dudu nunca entra de vez com o carro na garagem – antes, os seguranças fazem a “varredura ótica” da área.
O deputado Maurício Tavares idem e também na base do “gato escaldado tem medo de água fria” ou “onde há fumaça, há fogo”.
Segunda e a terceira face da violência:
Sobre a estudante Giovana Tenório, raptada e assassinada, e o garçom Genival dos Santos, brutalmente assinado numa discussão de trânsito, eles deixam a condição de vítimas e passam a ser culpados da própria morte.
No caso Giovana, foi inventada a “estória” de um débito de 140 reais com uma tal de Manu; débito oriundo da compra de drogas – segundo as testemunhas arranjadas pela defesa. Isto quer dizer que vai sobrar pra Manu.
A Manu mandou matar a Giovana para não pagar 140 reais! É isto. É tudo mentira, uma coisa nada tem a ver com a outra, mas mentir também é arte.
Aí vem o caso do garçom Genival da Costa, que teve o infortúnio de cruzar com Arthur Fonseca, conhecido como “El Matador” – que desde 2007 vem matando gente impunemente em Maceió e todas as vítimas cruzaram seu caminho.
Os motivos dos crimes praticados por “El Matador” são todos fúteis. Mas,no caso do garçom, o acusado diz que foi agredido e que matou com a arma da vitima – que estava desarmada.
Aí vem a quarta face da violência, que é o caso do modelo covardemente assassinado em Viçosa e enterrado com os projéteis no corpo por um “descuido” (?) do médico-legista.
Interessante é que a arma do crime, uma pistola, entregue à polícia para confecção da prova material não é a mesma pistola usada pelo assassino.
Sacaram a manobra?
São três vítimas da violência praticada por criminosos que tem dinheiro para mudar a história e, ainda que sustentando uma “estória”, podem conseguir transferir a culpa para as vítimas – que não podem se defender.
Sim, é verdade que mentir também é arte. Mas, quando se mente para ludibriar o processo, o resultado é sempre um culpado livre.
Caro Bob, vc não é apenas o primeiro blogueiro da imprensa alagoana. Vc é o número 1. Parabéns. É uma delícia ler suas publicações. Abraço.
Não vou comentar a respeito de nosso corrupto Ciço do Lixo, quero apenas indicar esse link pertinente ao judiciário nacional:http://www1.folha.uol.com.br/poder/1033550-coaf-aponta-operacoes-atipicas-de-r-855-mi-de-juizes-e-servidores.shtml
Veja só, só temos sociopatas no poder, para um sociopata uma mentira pode ser verdade, mesmo pra eles. Tudo que consigo enxergar é um jogo putrefo, imundo, meus Deus, será que Alagoas será eternamente o !@*§ do mundo??
Opa, quero lembrar aos nobres comentaristas q não podemos viver só do passado. Os tempos eram outros, naquele tempo podia ainda se amarrar cachorro c linguiça, hj a história é bem diferente e se hj tivesse Cel amaral, R. quintela e tantos outros seriam traidos pelos interesses.
E MEU CARO BOB , JA LI EM ALGUM NÃO ME LEMBRO ONDE QUE UMA MENTIRA DITA MUITAS VEZES SE TORNA VERDADE
A culp BOb é daquela analfabeto da secretaria de defesa social, aquele dariocesar que destruiu a seguranca publica e por conta dele os pms fzem hj o janeiro vermelho se recusando a dirigir viaturas e as que ainda saem fazem greve branca.A violencia vai continuar aumentando ate a saidade dessa peste
Amigo Roberto, que saudades dos anos 80 onde podíamos tomar uma cerveja no bar do Beni ou com o Sr. Nelson Lopes tranquilamente. Sabe porque? Tínhamos homens da qualidade do cel. Amaral, cel. Estevão e do próprio Rubens Quintela. Meu amigo não volte para Alagoas.
Muitas vezes vi o então senador teo vilela sozinho ou com o motorista, uma vez ia saindo do circo e o mesmo estava sentado no meio fio na praia da avenida comendo pipoca com uma criança, bons tempos aqueles em governador, pena que hoje não posso dizer o mesmo, assaltos e homicidios é a rotina de Al.
Caro Bob, Toni, Mirela, Artur e os assassinos do modelo confiam na justiça. sacou a manobra? A policia prende e a justiça solta.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.