por Roberto Vilanova
Brasília – Durante uma parte da minha vida, que felizmente não durou muito, eu acreditei que o capitalismo estava no fim.
Foi na fase em que Karl Marx era o guru e “O Capital” a Bíblia sagrada que se contrapunha à Sagrada Bíblia.
Quanta besteira a gente dizia; em quantas besteiras pensávamos. A onda era o comunismo e o socialismo e todos nós acreditávamos que fossem exequíveis.
Como éramos tolos...
O comunismo só existiu primitivamente e pensar que poderia ser reimplantado é a mesma coisa que desejar – e lutar – novamentepela volta da máquina de datilografia no lugar do computador.
Vimos depois que parte das ideais de Marx tinham – e tem – dois sentidos: o que é bom não é dele e o que é dele é humanamente impossível de ser aplicada.
Mas, sem dúvida que o maior erro, porquanto beira a burrice, é dividir o capital. Em tempo: não confundir capital da geografia com o capital da economia. Na economia, capital é tudo aquilo que o ser humano utiliza para produzir.
A caneta, por exemplo, é o capital do escrevente; o isqueiro é o capital do fumante; o dinheiro é o capital do banqueiro, o sapato, a meia, a roupa, etc., são os capitais de quem os usam.
Pois bem; a divisão do capital em fixo e variável é uma burrice, porque todo capital é variável, uma vez que nada é eterno.
A enxada, que é o capital do agricultor, mesmo de ferro se deprecia; o machado, que é o capital do lenhador, idem.
Assim, estupefato, eu leio artigos e ouço discursos de pessoas que tenho na conta de inteligentes – e realmente o são – falando sobre “acumulação de capital” como se isto fosse pecado.
Pecado, é não acumular capital porque o capitalismo é indestrutível. Aliás, a diferença do capitalismo para o socialismo é que o capitalismo enverga, mas não quebra; o socialismo quebra sem envergar.
Manter o discurso de acumulação de capital remete-me àquela época pretérita quando, além de jovem que amava (ainda amo) os Beatles e os Rolling Stone, a gente acreditava no sonho socialista da igualdade.
Éramos tolos.
A União Soviética desmoronou e descobrimos que a “cortina de ferro” era na verdade de papel marchê. Cuba está se tornando capitalista – pense na sacanagem – e o governo cubano está colocando no olho da rua 500 mil funcionários públicos – que terão de se virar por conta própria numa ilha sem capital.
( Por favor, não confundir com Havana)
O capitalismo só vai acabar quando não existir mais o capital e isto só será possível quando o sargento Garcia prender o Zorro.
Daí, viver num regime capitalista e discursar contra a acumulação de capital é puro oportunismo. É a mesma coisa que defender a substituição do computador pela máquina de escrever – ainda que nos bata uma saudade monstra do teco-teco da Remington e da Olivette.
Gente! Quem não acumula capital se afoga em dívidas. Socialismo só existiu antes de o homem inventar o dinheiro - que também é capital - mas, depois disso, jamais existirá. Ou seja: é conversa de intelectual para enganar os otários.
Eraldo Basilio, já escrevi aqui uma parte de minha história. Não sou de Mossoró, citei esta cidade pois lá existe uma Presidio de Segurança Máxima.Sou alagoano, morei muitos anos em São Paulo onde fui preso na "revolução" de 64 pois defendia o povo brasileiro. Quanto ao Rui não recebi sua resposta.
Hoje pela manhã, na JOVEM PAN, o advogado Adriano Argolo, do MCCE, fez uma afirmaçã grave: segundo ele, o chefe dos analistas do poderoso IPEA, o maior instituto de pesquisas do país, disse, com relação a violencia no Brasil, que provavelemnte somente Alagoas está fornecendo os dados corretos!
Dos nossos, os socialistas conhecidos todos gostam demais de muito dinheiro, analise os caras
Millôr Fernandes já dizia: o capitalismo é a exploração do homem pelo homem. O socialismo é o contrário.
Sofrer com a vitória de Rui Palmeira. Da turma do Collor Pó o senhor já demonstrou que não é. Será que o senhor é turma da Praia do Saco. Se for parabéns pela escolha. Será que todo RUI é bandido? Será que todo Arlindo é ladrão? Acredito que não. Com Rui Palmeira Maceió voltará a ser a cidade Sorris
Senhor Arlindo, por favor, nos fale quem é seu candidato nas próximas eleições aqui em Maceió. Pelo que li em seus comentários o senhor é de Mossoró, portanto não conhece nossa politica local. Pela sua idade, 84 anos, lhe dou um conselho, procure um bom geriatra, doutor Sergio da Hora, para não
Não cncordo com sus idéias a este respeito, mas o espaço que me é dado ão permite que me aprofunde e não precise fazer como o apelidado de Eraldo Basilio que até agora não me respondeu sobre o roubo do Rui Palmeira quando era assessor parlamentar e foi estudar no exterior com nosso dnheiro.DESAFIO
Socialista adora o conforto e o luxo, mas "metem o pau" no capitalismo. São na verdade uns f.d.p. .
Concordo ipsis litteris.
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.