por Roberto Vilanova
Brasília – Quem assistiu ao programa do Serginho Groisman ouviu e quem não assistiu ficará sabendo agora as revelações do capitão do BOPE do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel ( foto), personagem real que inspirou o “capitão Nascimento” do consagrado filme “Tropa de Elite”.
Eis as revelações do capitão:
1) As Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) e a ocupação dos morros cariocas não vão impedir o tráfico.
2) Ninguém acaba com o tráfico de drogas.
3) Nesse momento, alguém está vendendo e alguém está comprando cocaína nos morros.
4)A milícia é pior que o tráfico de drogas, porque os traficantes tentaram e nunca conseguiram eleger deputado, vereador, e as milícias conseguiram. As milícias são formadas por policiais civis e militares, vereadores e deputados.
5) A função das UPPs, o objetivo da ocupação dos morros é combater os homicídios causados pelo tráfico.
6) A realidade do Rio de Janeiro é maior que a ficção.
Partindo de um policial experiente, que hoje é consultor de segurança pública da Rede Globo, essas revelações levam à reflexão sobre a complexidade do crime – ou o estágio que a criminalidade atingiu no país.
As armas apreendidas nos morros mostram que não só de drogas sobrevive o tráfico; aquelas armas, na sua maioria, são objetos de locação e se prestam a outras atividades tais como assaltos a bancos.
Não é vantagem comprar essas armas; o “politicamente correto” – ou seria “criminosamente correto?” – é locá-las todas as vezes que o bando entra em ação, isto porque elimina-se os vestígios dos crimes.
Eis, pois, as revelações de um capitão do BOPE que virou personagem do cinema porque a ficção se confunde com a realidade.
O que eu posso responder a um analfabeto igual ao senhor Arlindo José de Lira é que o mesmo estude um pouco mais, pois exterior é com X e não com S. Será que o MOBRAL ainda existe para o senhor Arlindo José de Lira se matricular no mesmo? Com Rui Palmeira Maceió voltará a ser a cidade Sorriso.
Não Marcelo, tem que além de prender PM's tem que prender outras autoridades,afinal o pó vem das fronteiras, portos aeroportos, e sei não, pq a mídia não explora isso, ah... campanhas políticas milionárias, prerrogativas, foro privilegiado, segredo de justiça...educação.
Bob, tivessemos uma imprensa séria e independente, descobririamos que o governo do PT, ao distribuir "bolsas miserias" - de pequeno valor, mas suficiente para comprar a droga barata - explodiu a violência. As pessoas deviam ter emprego e não esmolas. O RJ, BA, PE e ES, estão perdidos para as gangs!
Este Capitão não descobriu a pólvora,já se sabe que os consumidores ganharam esta guerra da repressão aqui, e em todo o mundo. Ex: alcoólatras na cadeia, tomam desodorantes. Sem apologia, a solução é liberar geral.Controlando, é claro!!
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.