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Postado em 16/11/2011 às 10:24 por Roberto Vilanova em BlogBlog do Bob

Depois de "hospedar" Beira-Mar, queriam o quê?

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por Roberto Vilanova

Brasília – A notícia de que os traficantes cariocas estão migrando para o Nordeste já é conhecida por aqui há tempo.

O Nordeste virou o destino dos criminosos de várias modalidades e nacionalidades, de modo que a atenção deve estar voltada também para investidores estrangeiros – ainda que não se deva generalizar.

Também não se deve analisar o traficante apenas pelo crime das drogas, porque a atividade criminosa que exercem é um leque de “oportunidades” de faturamento que abrange o comércio ilegal de armas, de carros importados e de lavagem de dinheiro – e, nesse particular, o setor imobiliário é o mais seguro para se tornar lícito o que é ilícito.

Mas, é errado pensar que essa fuga do crime para o Nordeste se dá exclusivamente como consequência das ações da polícia nos morros cariocas.

Lembram-se da traficante conhecida como Branca, que conseguiu autorização para cumprir pena em Atalaia, onde sequer existe cadeia pública?

E o Severo, preso numa casa de veraneio na Praia do Francês?

Pois bem, esses exemplos são de muitos anos atrás; são do tempo em que a polícia ainda não havia subido – nem sequer imaginava subir – os morros cariocas.

O caso do Severo é ainda mais contundente; Severo só foi descoberto na Praia do Francês porque o filho dele, numa malograda tentativa de assaltar um banco em Sergipe, tentou escapar da polícia sergipana homiziando-se na casa do pai – que até então era um pacato cidadão morador da Praia do Francês.

Em entrevista à imprensa alagoana, Severo confessou sua atividade criminosa, pediu apenas para preservar a esposa dele e se comprometeu a desvendar o assassinato do prefeito de Santo André-SP, Celso Daniel.

Interessante e intrigante é que Severo foi levado para São Paulo e assassinado dentro da cela, às vistas da sua advogada, sem que a polícia paulista pudesse ouvi-lo contar o que sabia sobre a criminalidade.

Não pensem, pois, que o Nordeste virou destino desses criminosos este ano. Faz tempo, ó, que o crime veraneia em Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Bahia.

PS - Ou será que já esqueceram que Alagoas "hospedou" por duas vezes Fernandinho Beira-Mar? Ou será que alguém acreditou que, "hospedando" Fernandinho Beira-Mar, Alagoas não iria sofrer com as seqüelas?
 

6 comentários

  • jane

    Há 6 meses

    O indigesto esqueceu do Tribunal de Contas, foi? passe em atalaia e veja u super-haras dos tolinhos do TC FAZ DE CONTAS! esses bandidos citados por vc Bob são fichinhas para os políticos ladrões daqui. e pros da justiça tambem.

  • Indigesto

    Há 6 meses

    Em Pernambuco tem anuncios na traseira dos onibus com os bandidos mais procurados do Estado, aqui esse marketing não funciona pois teria que ter de deputado a senador com a fotinha impressa na rabeira das conduções e nossos politicos não andam de ônibus de maneiras nenhuma, só Pajero, SW4 e Amarok.

  • MAZELAS II

    Há 6 meses

    E essas mazelas todas são de responsabilidade de quem? Investimentos estrangeiros no país - Banco Central; Carro importado - Receita Federal; Lavagem de dinheiro - COAF ? Ministério da Fazenda; Comércio de armas ? Ministério do Exército. Por que é tão difícil combater?

  • MAZELAS I

    Há 6 meses

    Não dá para inferir aonde quer chegar ou a quem quer responsabilizar as ilações do competente blogueiro, pois as atividades ilícitas citadas estão sob a responsabilidade das instâncias federais, além do que o direito de ir e vir estão resguardados na Constituição.

  • M. Almeida

    Há 6 meses

    Se temos bandidos (assumidamente bandidos) nos três poderes, por que estranhar a vinda de traficantes cariocas e criminosos internacionais? Apenas um exemplo: o que é mesmo o prefeito de Traipú?

  • Arlindo José de Lira

    Há 6 meses

    Muito natural que os traficantes do Rio de Janeiro venham investir aqui em Alagoas e no Nordeste em geral, pois os nossos políticos ladrões e assassinos também investem nos outros estados, então fica elas por elas.

Blog do Bob

Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.