por Roberto Vilanova
Brasília – São 122 anos de uma República proclamada por monarquistas preocupados em perder regalias num novo regime. Mas, o pior é que a República não foi proclamada no dia 15 de novembro, mas na tarde do dia 16.
Explicando:
O marechal Deodoro, que tudo devia a Pedro II, não queria apeá-lo do poder; na verdade, Deodoro queria apenas tirar o Visconde de Ouro Preto da chefia do Ministério, porque espalharam o boato de que Ouro Preto ia acabar com o Exército e investir maciçamente na Marinha – que, aliás, é a arma de todos os reis.
Isto porque, na Guerra do Paraguai, as batalhas decisivas foram navais e o Brasil sentiu que precisava fortalecer a sua Armada.
Deodoro saiu na manhã do dia 15 até a Vila Militar e, depois de dar um “viva” para o Imperador, tomou conta da situação e assumiu o controle do golpe. Isto, uma semana depois de ter instruído os comandantes militares a reagirem contra o ideal republicano sustentando que “ruim com ela (Monarquia), pior sem ela (Monarquia).
E por que Deodoro mudou de ideia?
Explicando:
O marechal Deodoro não queria Ouro Preto na chefia do Ministério e esperou até o dia 16 pelo substituto. Mas, não gostou quando soube que Pedro II tinha indicado o gaúcho Silveira Martins (foto) para substituir Ouro Preto.
Deodoro tinha uma rixa antiga com Silveira Martins, mais precisamente, uma “dor-de-cotovelo” incurável. Deodoro foi presidente (hoje governador) da Província do Rio Grande do Sul e se apaixonou pela Baronesa de Triunfo – que preferiu Silveira Martins para amante.
Deodoro não perdoou.
Quer dizer então que a República brasileira nasceu de uma dor-de-cotovelo? É verdade. Não foram os republicanos que proclamaram a República.
Mas, eu não sei o motivo de terem embarcado Pedro II para o exílio num navio chamado Alagoas. Só sei que o imperador tirou uma onda com seus algozes, quando viu que estava embarcando num navio chamado Alagoas – além de ter sido expulso por um alagoano a quem protegeu e ajudou exaustivamente.
Traído pelo alagoano Deodoro, o imperador tirou a onda:
- Já que estão me levando para Alagoas, então me deixem em Penedo.
Os covardes ouviram calados, cabisbaixos, enquanto Pedro II, um dos homens mais cultos e a quem o Brasil deve ainda hoje a Ciência, as artes, a imprensa, a comunicação, partiu para nunca mais. O neto, Pedro Augusto, não se recuperou do trauma de ver o avô humilhado e enloqueceu.
Gente! Sabe o que eu acho? Eu acho que Alagoas paga até hoje o preço da covardia. É ou não?
Viva pois, o imperador Pedro II, porque Floriano Peixoto também não foi correto com ele. Encarregado da segurança do Império, Floriano Peixoto dizia a Pedro II que "estava tudo sob controle" quando sabia que não estava. Pedro II confiou no "Marechal de Ferro" e dançou.
PS – Meu amigo Ronaldo Brito se foi. Amigo de infância e do Grupo Escolar Cincinato Pinto; amigo dos jogos de futebol no Campo do Aterro – que ainda existe –no Bairro do Bom Parto, do Rener do “Ciço Cabeção” e do Alagoano, o time do Bom Parto que tinha as mesmas cores do Flamengo e que ajudei a fundar junto com o Carlos e o Zé Binga. O Ronaldo Brito se notabilizou como quarto-zagueiro do CRB e essa posição foi inventada para ele pelo saudoso “Pai Manu”, dono do Arsenal, da Ponta Grossa, que queria manter no time o meia Marco Antônio (hoje médico cardiologista, articulista de O Jornal e soube que vive hoje na Suécia). O Ronaldo jogava no meio-campo do Alagoano, fazendo o triângulo com o Zé Luiz (volante, que hoje mora em Palmares-PE) e o Pituca (meia-esquerda, que hoje mora em São Paulo). Da turma, o Ronaldo Brito foi o primeiro a comprar um carro – um fusquinha azul 1200, com som, onde a gente ouvia os Novos Baianos cantarem Preta Pretinha, a música que ele gostava. Vai com Deus Ronaldo, porque se você fosse da geração atual já estaria jogando fora do país. Você, o Zé Luiz e o Pituca.
Bob!
Você deve se juntar ao Paulo Pelaipe, (vice de futebol do Gremio) se você faz questão de dar publicidade negativa ao nosso pequeno e tão substimado Estado mude-se daqui já! Duvido um pernambucano ou um sergipano fazer tal grosseria!! Suma das Alagoas você envergonha a nossa imprensa e o Estado
A história real sempre é diferente da "oficial". Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares tinha escravos, Tiradentes não era santo como conta os livros, nossos "heróis" são fajutos.
A história real sempre é diferente da "oficial". Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares tinha escravos, Tiradentes não era santo como conta os livros, nossos "heróis" são fajutos.
AMIGO JORNALISTA NAO E DE HOJE Q OBSERVO O QTO VC DENEGRE A IMAGEM DE NOS ALAGOANOS.UMA CERTA VEZ FALOU EM SER FILHO DE PERNAMBUCANOS.ORA ERAMOS UMA SO CAPITANIA.SER PERNAMBUCANO E SER O Q:VIKING,CANADENSE,CELTA.E UM POVO Q BEIRA UM BAIRRISMO RIDICULO E EXAGERADO.TEMOS FIGURAS ILUSTRESNOCENARIONACIO
(continuação)...a esperança ainda continua na periferia , de nosso rico caldo afro-cultural, o resgate pelas lagoas !!!e não pelas "praias" da elite de ponta -verde...leiam o Manifesto Sururu!! e reflitam....
O Professor Vareilo está certo!!!! O estado já começou a sua formação pela trairagem, carrega o DNA da trairagem, a trairagem das elitas burras com relação ás nossas periferias ricas culturalmente falando,Ledo vivo com sua metáfora , ninho de cobras caracteriza bem esta podre sociedade..a esperança
O estado é caracterizado pela trairagem...fundado na trairagem...Renan traiu teo, Pedro collor traiu fernando collor... todo o Brasil votando em Dilma , Lula , e Alagoas votando na elitizinha nacional neo-liberal, na Assemblei estadual é uma trairagem só..
Quem tiver um pouco de cultura vai saber que é verdade esta historia, é só pesquisar quem foi Dom Pedro II e descobrir que tiraram do Brasil o homem que mais contribuiu para este país.
É por isso que o modelo republicano no Brasil é uma zona
..basta pensarmos que, os dois últimos Secretário de Turismo do estado são de fora. Náufragos, pois não? bE...para finalizar, todos o reconhecimento de nossas efemérides vêm de fora: foi assim com Graciliano, com Jorge de Lima, com Breno Aciole, etc. Eita elitizinha !!
Abraços republicanos
Roberto Villanova Começou no Jornalismo em 1973. Foi repórter II do Jornal do Brasil (1977/88) atuando como correspondente do JB em Alagoas e na Paraíba. Redator de Política do Jornal de Brasília (1992/93) e atualmente colunista político de O Jornal, onde assina a coluna Contexto. Primeiro blogueiro da imprensa alagoana.